Foi o livro Nós: O Atlântico em solitário que ajudou Tamara Klink a financiar seu segundo barco, a Sardinha 2. A própria navegadora contou que os recursos para suas viagens chegaram em etapas: primeiro vieram os livros — e ela identifica Nós diretamente como o título que financiou o novo veleiro —, depois as palestras e, mais tarde, os patrocinadores.
É uma história especialmente interessante porque fecha um ciclo raro: uma travessia realizada no primeiro Sardinha virou livro; os leitores ajudaram esse livro a circular; e o resultado econômico da publicação contribuiu para tornar possível um barco capaz de levar Tamara a projetos ainda mais ambiciosos. Para quem quer conhecer melhor essa trajetória antes de seguir, eu reuni também um perfil sobre quem é Tamara Klink, suas viagens e seus livros.
Foi o livro Nós que financiou a Sardinha 2
A resposta curta é sim. Ao falar sobre como conseguiu os recursos para continuar navegando, Tamara explicou que o financiamento aconteceu por etapas e foi bastante específica sobre o começo desse processo.
“Foi o livro Nós que financiou a Sardinha 2.”
Ela acrescenta imediatamente que isso aconteceu “graças aos leitores”. Depois, segundo seu relato, vieram as palestras e, numa etapa posterior, os patrocinadores.
Essa distinção é importante. Não se trata apenas de dizer genericamente que Tamara ganhou dinheiro como escritora. Ela liga Nós diretamente à compra do segundo barco.
Ao mesmo tempo, eu evitaria transformar essa informação em uma conta financeira que ela não apresentou. Não encontrei detalhamento sobre quanto custou a Sardinha 2, qual parcela exata veio do livro ou se esse dinheiro foi recebido por adiantamento editorial, direitos autorais ou outro mecanismo ligado à publicação. O que está confirmado é a relação direta que Tamara estabelece entre Nós e o financiamento do barco.
Os preços e a disponibilidade podem mudar. Vale conferir as condições atuais antes da compra.
Antes da Sardinha 2, veio a travessia que deu origem a Nós
Nós: O Atlântico em solitário nasce da experiência de Tamara em sua primeira grande travessia oceânica sozinha, realizada no primeiro Sardinha. O livro registra justamente um momento anterior da trajetória: quando ela ainda estava construindo experiência, lidando com os riscos da navegação solitária e aprendendo até onde aquele pequeno veleiro poderia levá-la.
Essa viagem ajuda a entender por que o financiamento da Sardinha 2 tem um peso narrativo tão forte. O primeiro barco não era apenas um cenário do livro. A experiência vivida nele gerou a história que depois ajudaria a financiar seu sucessor.
Para quem está decidindo se vale começar justamente por esse título, eu recomendo separar as duas intenções. Aqui, o ponto central é a relação entre o livro e o segundo barco. Para conhecer melhor a obra, a proposta e o perfil de leitor, há uma página específica sobre Nós: O Atlântico em solitário e se o livro vale a pena.
Como um livro sobre uma viagem tornou possível a viagem seguinte
O aspecto que mais me interessa nessa história é a continuidade. Navegar e escrever não aparecem como atividades completamente separadas na trajetória de Tamara. Uma viagem produz relatos; esses relatos alcançam leitores; o trabalho como escritora e palestrante gera recursos; e esses recursos ajudam a abrir espaço para o projeto seguinte.
Na própria explicação de Tamara, a sequência é clara. Primeiro vieram os livros, com Nós ligado diretamente à Sardinha 2. Depois vieram as palestras. Só mais tarde entraram os patrocinadores.
Isso também ajuda a corrigir uma impressão comum sobre expedições desse tipo: a de que tudo começa com um grande patrocinador financiando desde o início uma estrutura pronta. No relato de Tamara, o processo foi sendo construído gradualmente.
Os leitores ocupam uma posição incomum nessa cadeia. Ao comprar e acompanhar um relato de viagem, eles não estavam apenas consumindo a história de algo que já tinha acontecido. Segundo Tamara, contribuíram indiretamente para que outra etapa pudesse existir.
As palestras vieram depois do livro
Depois de Nós, as palestras passaram a formar outra parte dessa estrutura de financiamento. Tamara conta que muitas pessoas e organizações que a convidavam para falar já tinham acompanhado suas viagens.
Há uma continuidade novamente: a expedição gera uma história; a história vira livro e conversa pública; e essa atividade ajuda a sustentar novas etapas do trabalho.
Mais tarde chegaram os patrocinadores. Com mais recursos, Tamara diz ter conseguido também investir melhor na maneira de registrar as viagens, inclusive com equipamentos para produzir imagens, além de conquistar tempo para escrever depois do retorno.
Quem quiser entender como os livros se encaixam nessa trajetória pode consultar também a ordem dos livros de Tamara Klink e por qual começar. Isso ajuda especialmente porque diferentes títulos correspondem a momentos distintos de suas viagens.
O que mudou com a Sardinha 2
A Sardinha 2 não chegou pronta para os projetos que Tamara faria depois. Ela contou que passou cerca de dois anos preparando o barco e desmontando e remontando sistemas até conhecê-lo melhor.
O veleiro havia sido construído pelo antigo proprietário e não tinha sido projetado especificamente para enfrentar o gelo. Era um barco de aço, material que Tamara considerou compatível com o orçamento disponível e mais simples de reparar do que alternativas mais caras.
A preparação seguiu uma lógica que aparece várias vezes em suas entrevistas: reduzir em vez de acumular. Para aumentar a autonomia, ela preferiu manter o barco simples, com menos sistemas capazes de quebrar e exigir assistência especializada.
Isso significou abrir mão de confortos que seriam comuns em outras embarcações. A ideia não era transformar o veleiro em um objeto luxuoso, mas em uma ferramenta que ela pudesse compreender, adaptar e reparar.
A Sardinha 2 virou mais do que um barco novo
Depois de financiada e preparada, a Sardinha 2 passou a ser casa, ferramenta de trabalho e ponto de partida para novas expedições. É nela que Tamara vive etapas muito diferentes da primeira travessia registrada em Nós.
Por isso, eu não vejo essa história simplesmente como “um livro que pagou um barco”. O mais interessante é o ciclo completo: o primeiro barco permite a travessia; a travessia se transforma em narrativa; a narrativa encontra leitores; e o livro ajuda a criar os meios para um segundo barco.
Para quem gosta justamente dessa relação entre embarcações, grandes travessias e relatos de viagem, há também uma seleção de livros sobre veleiros e travessias oceânicas.
Continue esta história em livros
Se essa relação entre navegação, escrita e preparação para a próxima viagem chamou sua atenção, eu seguiria por estes quatro caminhos:
1. Nós: O Atlântico em solitário
Minha escolha principal para entender de onde a Sardinha 2 veio. É o livro que Tamara associa diretamente ao financiamento do segundo barco e que registra a etapa anterior dessa história.
2. Livros de Tamara Klink em ordem
Faz mais sentido se você quer acompanhar como as viagens, os barcos e a escrita mudam ao longo do tempo.
Ver por qual livro de Tamara Klink começar →
3. Livros sobre veleiros e travessias oceânicas
Um caminho melhor para quem chegou a Tamara pelo interesse em navegação e quer descobrir outros relatos ligados ao mar.
Ver livros sobre travessias oceânicas →
4. Os diários usados por Tamara durante as viagens
Vale seguir por aqui se o que mais interessa é descobrir como a experiência vivida no barco começa a se transformar em texto.
Da escrita para o barco — e do barco de volta para a escrita
Talvez a melhor forma de entender essa história seja evitar separar demais o que Tamara faz como navegadora do que faz como escritora.
Nós nasceu de uma travessia no primeiro Sardinha. O livro ajudou a financiar a Sardinha 2. As palestras ampliaram os recursos disponíveis. Os patrocinadores chegaram depois. E as viagens realizadas no novo barco, por sua vez, produziram novas histórias para contar.
É um ciclo em que o livro não aparece apenas como registro do passado. Ele participa concretamente daquilo que vem depois.
Perguntas frequentes
Foi o livro Nós que financiou a Sardinha 2?
Sim. Tamara Klink afirmou diretamente que Nós financiou a Sardinha 2 e relacionou isso aos leitores do livro. Ela explica, porém, que os recursos para seus projetos foram chegando em etapas.
Como Tamara Klink financiou suas viagens?
Segundo Tamara, inicialmente vieram os livros, com Nós financiando a Sardinha 2. Depois vieram as palestras e, mais tarde, os patrocinadores. Ela não apresentou nessa fala uma divisão em valores ou percentuais entre essas fontes.
Qual viagem é contada em Nós?
Nós: O Atlântico em solitário está ligado à travessia do Atlântico realizada por Tamara em 2021 no primeiro Sardinha. É essa experiência anterior que ajuda a explicar a origem da história que, depois publicada em livro, contribuiria para a compra do barco seguinte.
O que é a Sardinha 2?
A Sardinha 2 é o segundo veleiro de Tamara Klink. Ela comprou o barco já construído e passou cerca de dois anos fazendo adaptações e conhecendo seus sistemas antes das expedições mais exigentes.
Qual livro de Tamara Klink ler depois de Nós?
Depende do aspecto da trajetória que mais interessa. Para acompanhar a sequência entre livros e viagens sem misturar as experiências, eu começaria pela ordem dos livros de Tamara Klink e escolheria o próximo título a partir daí.
Em resumo: a formulação “o livro Nós ajudou Tamara Klink a financiar seu segundo barco” não é apenas uma associação editorial. Tamara afirmou que o livro financiou a Sardinha 2. O ponto que permanece sem detalhamento público é a mecânica financeira exata — valores, contrato e participação de cada receita. Para mim, isso torna a história mais interessante, não menos: um relato de travessia conseguiu participar concretamente da criação da travessia seguinte.