A paixão pela mentira, de Paulo Schiller, é um ensaio brasileiro de não ficção que aproxima psicanálise, relações familiares e escolhas políticas. Eu indicaria o livro principalmente para quem deseja compreender por que pessoas comuns podem se identificar com discursos autoritários, violentos ou contrários aos próprios interesses.
O principal atrativo está na tentativa de relacionar experiências íntimas, histórias familiares e fenômenos políticos amplos. A principal limitação é igualmente clara: o argumento é construído a partir de uma perspectiva psicanalítica forte, que pode não convencer quem procura uma explicação neutra, baseada sobretudo em dados históricos, econômicos ou eleitorais.
Minha resposta direta é que A paixão pela mentira pode valer a compra para leitores de psicanálise, política, comportamento social e formação crítica. Eu escolheria outro título para quem busca leitura leve, manual introdutório ou análise política sem uma tese clínica central.
Veredito em 1 minuto
- Vale a pena para: quem se interessa por psicanálise, autoritarismo, relações familiares e comportamento político.
- Principal qualidade: relacionar a história íntima dos indivíduos com a atração por líderes e discursos autoritários.
- Principal limitação: a interpretação depende fortemente da perspectiva psicanalítica adotada pelo autor.
- Nível de leitura: acessível a leitores não especialistas, mas conceitualmente exigente.
- Quando evitar: se você procura uma introdução neutra à política, uma pesquisa quantitativa ou uma leitura de entretenimento.
- Edição analisada: primeira edição da Todavia, em brochura, publicada em 2025, com 224 páginas.
Confira editora, formato, ISBN, vendedor, preço e estoque antes de finalizar a compra.
Transparência: o Editora Mediação pode receber comissão pelos links de afiliado, sem custo adicional para você. As recomendações consideram a proposta da obra, informações editoriais, recepção disponível e correspondência entre o anúncio e a edição indicada.
A paixão pela mentira vale a pena?
Sim, A paixão pela mentira vale a pena para quem aceita acompanhar uma interpretação psicanalítica das relações entre família, subjetividade e autoritarismo. Paulo Schiller parte de sua experiência clínica para investigar como histórias familiares, idealizações e repetições podem influenciar escolhas políticas.
A proposta não é oferecer uma história geral do fascismo nem explicar eleições por uma única causa. O livro procura acrescentar uma dimensão normalmente menos visível: a maneira como experiências precoces, vínculos familiares e formas de submissão podem reaparecer na relação com líderes e grupos.
Essa escolha torna o ensaio especialmente relevante para quem busca livros para formação crítica e deseja pensar a política para além de partidos, campanhas e resultados eleitorais.
Para quem eu indicaria o livro
- leitores interessados em psicanálise e comportamento social;
- quem procura compreender a atração por líderes autoritários;
- pessoas interessadas na relação entre família e formação política;
- estudantes e profissionais de áreas como psicologia, educação, história, sociologia e comunicação;
- leitores que preferem ensaios com uma tese clara e aberta à discussão;
- quem já lê não ficção e deseja entrar em um debate psicanalítico contemporâneo.
Quando eu escolheria outra leitura
Eu escolheria outro livro quando a intenção fosse encontrar uma explicação introdutória e abrangente sobre fascismo, uma pesquisa centrada em estatísticas ou uma análise histórica cronológica.
A obra também pode não funcionar para quem rejeita de saída qualquer interpretação psicanalítica. Não é necessário concordar com todas as conclusões de Schiller, mas é preciso estar disposto a considerar a hipótese de que experiências familiares e processos inconscientes participam das escolhas sociais.
Para comparar propostas diferentes antes da compra, consulte também a seleção de melhores livros de não ficção.
Pontos fortes
- tese clara e atual;
- aproximação entre vida íntima e política;
- discussão de família, violência e autoritarismo;
- possibilidade de leitura por não especialistas;
- bom potencial para debates e grupos de estudo.
Pontos a considerar
- forte dependência da teoria psicanalítica;
- temas politicamente controversos;
- discussões sobre violência e opressão familiar;
- crítica ao uso crescente de medicamentos psiquiátricos;
- não funciona como manual ou síntese neutra.
Qual edição de A paixão pela mentira comprar?
A edição central é a primeira edição brasileira publicada pela Todavia em 2025. O livro impresso tem 224 páginas, acabamento em brochura e ISBN 978-65-5692-852-4.
Como se trata de um ensaio relativamente recente e de uma única edição brasileira identificada, a escolha é mais simples do que em clássicos com várias traduções. A decisão principal fica entre o livro físico e o e-book.
| Informação | Edição analisada |
|---|---|
| Livro | A paixão pela mentira |
| Autor | Paulo Schiller |
| Editora | Todavia |
| Gênero | Não ficção brasileira |
| Edição | 1ª edição |
| Ano | 2025 |
| Formato | Brochura |
| Páginas | 224 |
| ISBN-10 | 6556928526 |
| ISBN-13 | 978-65-5692-852-4 |
| Dimensões informadas pela editora | 13,5 × 20,8 × 1,3 cm |
Edição impressa da Todavia
Eu escolheria a edição impressa para leitura com anotações, estudo ou discussão em grupo. O formato físico também tende a fazer mais sentido como presente, especialmente quando a pessoa já se interessa por política, psicanálise ou ciências humanas.
Antes de comprar, confira se o anúncio informa Paulo Schiller como autor, Todavia como editora e ISBN 9786556928524. Essa verificação evita entrar em ofertas genéricas ou em cadastros incompletos.
Versão Kindle
A versão Kindle pode ser mais conveniente para quem deseja começar imediatamente, carregar o ensaio no celular ou leitor digital e usar ferramentas de busca e marcação.
O e-book é um produto separado da edição impressa. Por isso, confira se o anúncio indica corretamente o título, o autor e o formato Kindle antes de finalizar.
O que conferir antes de comprar
- se o produto é livro impresso ou e-book Kindle;
- se a editora informada é a Todavia;
- se o ISBN da edição impressa é 9786556928524;
- se o exemplar é novo ou usado;
- quem vende e entrega o produto;
- preço, prazo e estoque no momento da compra;
- se o título aparece apenas como A paixão pela mentira ou com a indicação adicional “A família e as tiranias”.
Sobre o que fala A paixão pela mentira?
O ensaio procura compreender como experiências familiares e processos psíquicos podem contribuir para a atração por discursos autoritários. Paulo Schiller aproxima histórias escutadas ao longo de décadas de atuação clínica de fenômenos políticos observados no Brasil e em outros países.
A pergunta central não é simplesmente por que algumas pessoas acreditam em uma informação falsa. O interesse está em compreender por que a mentira, a violência e a submissão a figuras de autoridade podem produzir identificação, proteção e até entusiasmo.
Família, infância e formação do psiquismo
Uma das hipóteses desenvolvidas é que a vida política não está separada da história familiar. Relações de autoridade, humilhação, proteção e obediência aprendidas cedo podem influenciar a maneira como cada pessoa se posiciona diante de líderes, instituições e grupos.
O livro também questiona a idealização de uma família sempre harmoniosa, protetora e moralmente irrepreensível. Segredos, desigualdades, violências e repetições entre gerações entram na discussão como elementos que ajudam a formar a subjetividade.
Autoritarismo, fascismo e idealização do passado
Schiller relaciona a atração por regimes autoritários à promessa de recuperar uma ordem supostamente perdida. Esse passado idealizado costuma ser apresentado como mais seguro, homogêneo e moral, mesmo quando nunca existiu da forma anunciada.
O ensaio procura entender por que esse tipo de narrativa pode ser acolhido mesmo por pessoas que serão prejudicadas pelas políticas ou pelos líderes que apoiam.
Masculinidade, violência e família idealizada
A defesa de uma família sem conflitos pode conviver com desigualdade entre gêneros, repressão e violência. A obra relaciona essa contradição à forma como determinados discursos exaltam autoridade masculina, intolerância e submissão como se fossem sinais de estabilidade.
Esse é um dos pontos que podem tornar a leitura incômoda. O livro não apresenta a família apenas como espaço de afeto, mas também como lugar onde relações de poder e violência podem ser aprendidas e protegidas.
Medicalização do sofrimento e defesa da psicanálise
Outro eixo do ensaio é o crescimento do consumo de medicamentos psiquiátricos e sua relação com a maneira como a sociedade interpreta o sofrimento.
A crítica não deve ser entendida como uma orientação para interromper tratamentos ou medicamentos. Decisões médicas precisam ser discutidas com profissionais responsáveis. O interesse do livro está em questionar o que se perde quando sintomas são tratados sem atenção suficiente à história e às relações de cada indivíduo.
A paixão pela mentira é difícil de ler?
O livro foi pensado para alcançar leitores além do meio psicanalítico, mas isso não o transforma em uma leitura leve. A dificuldade está menos em um vocabulário técnico fechado e mais na quantidade de relações propostas entre clínica, família, história, política e teoria.
Quem já lê ensaios de ciências humanas tende a entrar com mais facilidade. Para quem está começando, pode ser útil avançar por partes e separar a tese principal dos exemplos e referências usados ao longo do argumento.
É preciso conhecer psicanálise?
Não é obrigatório conhecer Freud ou ter formação em psicologia. A proposta procura tornar a contribuição da psicanálise compreensível para um público mais amplo.
Conhecimento prévio ajuda a reconhecer conceitos e divergências teóricas, mas a pergunta central do livro pode ser acompanhada por leitores interessados em política, família e comportamento social.
Estrutura, ritmo e densidade do ensaio
Não é uma obra movida por narrativa, personagens ou acontecimentos, como um romance. O avanço depende da construção do argumento e das conexões entre experiências clínicas, referências culturais e problemas políticos.
Por isso, eu não escolheria o título para quem procura uma leitura rápida antes de dormir ou um livro cheio de conclusões resumidas em tópicos. Ele tende a funcionar melhor quando o leitor tem tempo para refletir e discordar.
O livro é voltado apenas para especialistas?
Não. A obra pode interessar a leitores de diferentes áreas e também a pessoas sem formação acadêmica específica. Entretanto, não é um manual básico de psicanálise nem uma introdução neutra à ciência política.
A melhor expectativa é encontrar um ensaio de intervenção: um autor assume uma perspectiva, constrói uma hipótese e convida o leitor a colocá-la à prova.
É preciso concordar com Paulo Schiller?
Não é preciso concordar com todas as conclusões para aproveitar o livro. A obra pode ser produtiva justamente porque apresenta uma hipótese clara, capaz de gerar concordância, resistência e debate.
Eu apenas evitaria a compra quando o leitor não tem interesse algum na psicanálise ou espera que o ensaio prove sozinho todas as causas históricas e sociais do autoritarismo.
A perspectiva psicanalítica pode ampliar a discussão, mas não precisa substituir explicações econômicas, históricas, culturais e institucionais. Essa distinção ajuda a ler o livro com mais proveito e menos expectativa de uma resposta única.
Por que A paixão pela mentira ganhou destaque na FLIP 2026?
O livro ganhou visibilidade na FLIP 2026 porque Paulo Schiller participou de uma mesa do programa principal dedicada ao autoritarismo e à ascensão da extrema direita.
A conversa reuniu Schiller e o crítico literário João Cezar de Castro Rocha. Os dois partiram de suas áreas e de seus livros recentes para discutir como comportamentos autoritários ganharam espaço no debate contemporâneo.
A participação de Paulo Schiller na programação
Paulo Schiller participou da mesa “Se o delírio te eleva à potência do abismo”, realizada em 25 de julho de 2026, durante a 24ª edição da festa literária.
A participação reforçou a ligação entre o livro e uma discussão pública mais ampla sobre violência, mentira, extremismo e submissão a figuras de autoridade.
O livro entre os mais vendidos da festa
A paixão pela mentira apareceu na 9ª posição da lista parcial de livros mais vendidos pela Livraria da Travessa durante a FLIP 2026.
Uma posição em ranking não garante que a leitura combine com todo mundo. Ela mostra, porém, que o título despertou interesse num momento em que autor e tema estavam em evidência.
Para comparar o livro com outros destaques do evento, consulte o ranking de livros mais vendidos da FLIP 2026.
A paixão pela mentira é uma boa opção para presente?
Pode ser uma boa opção para presente, mas apenas quando você conhece o repertório e os interesses da pessoa. Eu consideraria o livro para professores, estudantes, psicólogos, psicanalistas, pesquisadores e leitores interessados em política e ciências humanas.
Não é o presente mais seguro para alguém que prefere romances, leituras leves ou livros de aplicação prática. Também pode soar excessivamente direcionado quando você não conhece as posições políticas e teóricas da pessoa presenteada.
Para situações em que o perfil ainda não está claro, vale comparar com outros livros para presente antes de decidir.
Conclusão: para quem a compra faz sentido
A paixão pela mentira faz mais sentido para quem deseja pensar o autoritarismo a partir da vida íntima, das relações familiares e da formação do psiquismo. O livro oferece uma perspectiva definida, atual e provocadora, em vez de uma introdução neutra ou um levantamento histórico geral.
Eu consideraria a compra para leitores de psicanálise, política, educação e comportamento social, sobretudo quando há disposição para acompanhar uma tese e discutir seus limites.
Se a prioridade for leitura leve, pesquisa quantitativa ou manual introdutório, talvez outro livro de não ficção seja uma escolha melhor. Se a intenção for ampliar a compreensão sobre por que a mentira e a violência podem produzir identificação política, este ensaio ocupa um espaço pouco comum.
Perguntas frequentes
A paixão pela mentira é um livro de política ou de psicanálise?
É um ensaio de psicanálise aplicado a questões políticas e sociais. Paulo Schiller procura compreender a atração pelo autoritarismo por meio das relações familiares, da formação do psiquismo e da repetição de experiências.
O livro fala apenas sobre fascismo?
Não. O fascismo e os regimes autoritários são temas centrais, mas a obra também discute família, masculinidade, violência, idealização do passado, escolhas ideológicas e medicalização do sofrimento.
A paixão pela mentira é um livro acadêmico?
Trata-se de um ensaio voltado a um público mais amplo, não de um manual universitário ou tratado técnico. Ainda assim, os temas e as relações teóricas tornam a leitura mais exigente do que uma obra de divulgação muito introdutória.
É preciso conhecer Freud ou psicanálise?
Não é obrigatório. Conhecimento prévio ajuda, mas a proposta do livro pode ser acompanhada por leitores interessados em família, política, comportamento social e autoritarismo.
O livro critica medicamentos psiquiátricos?
O ensaio questiona os efeitos sociais e políticos do crescimento do consumo de medicamentos psiquiátricos e da redução do sofrimento a diagnósticos. Isso não deve ser interpretado como orientação para interromper tratamentos, que precisam ser discutidos com profissionais de saúde.
Quantas páginas tem a edição da Todavia?
A primeira edição da Todavia tem 224 páginas. A editora informa formato de 13,5 × 20,8 × 1,3 centímetros e peso aproximado de 300 gramas.
Existe versão Kindle?
Sim. Há uma versão digital disponível para Kindle. Confira o formato indicado no anúncio, porque o e-book e o livro impresso são produtos diferentes.
Qual é o ISBN da edição impressa?
O ISBN-13 da edição impressa da Todavia é 978-65-5692-852-4. O ISBN-10 é 6556928526.
Paulo Schiller participou da FLIP 2026?
Sim. Paulo Schiller participou da 24ª FLIP, em 25 de julho de 2026, numa mesa com João Cezar de Castro Rocha sobre autoritarismo e ascensão da extrema direita.