Alfabetização e Letramento

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Todos alfabetizados

no primeiro ano

Kathleen Floriano Irizaga
ISBN: 978-85-7706-069-6
ed. 120 p.
É possível alfabetizar as crianças em um ano letivo? A autora confirma essa hipótese por meio de sua própria experiência pedagógica, relatada passo a passo no livro. Apresenta os fundamentos teóricos de sua proposta, descrevendo, a seguir, atividades que podem ser desenvolvidas em sala de aula, visitas, passeios, projetos de literatura e uma série de tarefas para casa. Ao final, traz aportes interessantes sobre a tarefa de alfabetizar neste século. Importante destacar, em seu dinâmico e colorido relato, o afeto e o respeito que revela por cada aluno, bem como o fato de alfabetizar todos eles em um ano letivo por meio de um processo de alfabetização lúdico e participativo, e em que a interação e a cooperação se fazem presentes todo tempo.
  • Sumário
    Apresentação

    Os alfabetizandos
    Março: início do ano letivo
    Julho: concluído o primeiro semestre
    Todos alfabetizados em dezembro

    O planejamento
    Princípios orientadores
    A justificativa
    Objetivos
    Conteúdos explorados nas diferentes situações propostas

    Alfabetizando as crianças
    Atividades e/ou situações de aprendizagem
    Descrição das atividades ou situações propostas

    Literatura, imaginação e brincadeiras
    "“O pote mágico"”
    “"Doroteia, a centopeia"”
    "“Palavras, palavrinhas e palavrões"”
    O que mais foi feito usando livros...
    Falando em corpo humano
    Para ser feito em casa
    Trabalhando com tarefas estruturadas
    Um piquenique
    Jogo das bandejinhas
    Um supermercado na sala de aula
    Aprendendo no computador
    Visita ao Parque da Redenção
    Visita ao Museu de Ciências do Colégio Anchieta

    Refletindo sobre a prática

    Alf@betiz@ndo no século XXI

    E agora, alfabetizadores?

    Alfabetização em tempos de sustentabilidade

    Coisas que eu não poderia deixar de dizer
  • Trecho
    Apresentação
     
    Este é um relato da minha prática docente com uma turma de primeira série do Ensino Fundamental, de uma escola pública em Porto Alegre, Rio Grande do Sul. Nessa ocasião, a primeira série era a etapa inicial do Ensino Fundamental, e o ingresso das crianças acontecia quando alcançavam sete anos de idade ou completando essa idade durante o ano letivo. Em 2006, passou a vigorar a nova legislação educacional, que estabeleceu o Ensino Fundamental de nove anos, e determinando o ingresso das crianças no primeiro ano com seis anos completos ou a completar até 31 de março do ano letivo. 
    Apesar das mudanças ocorridas e decorridos alguns anos, apresentarei o relato de minha experiência como alfabetizadora tal como se desenvolveu na época, por considerá-la atual em seus princípios pedagógicos e acrescentarei, ao longo do texto, novas contribuições para ajudar os alfabetizadores na elaboração de práticas pedagógicas que contemplem o perfil e as demandas pedagógicas desses novos estudantes que hoje compõem o corpo discente do primeiro ano do Ensino Fundamental nas escolas do país. 
    Apresento algumas questões importantes para a estruturação do conhecimento das crianças dessa faixa etária e também para as professoras e professores que estarão mediando essa etapa de desenvolvimento educacional. Ainda nesse contexto de novidades, abordarei algumas repercussões do desenvolvimento tecnológico no contexto da alfabetização e o que tal processo passa a exigir de educadores em suas práticas pedagógicas. Faço, também, uma breve referência às questões de ecologia/preservação do meio ambiente, pela sua notória importância na formação das crianças.
    No colégio onde desenvolvi essa prática docente, as expectativas geradas em relação aos resultados cognitivos obtidos ao final do ano letivo, no caso da primeira série, eram: concepção de escrita e leitura, com as crianças alcançando a hipótese alfabética-ortográfica, e a ampliação do campo numérico. Assim sendo, busquei desenvolver um planejamento que contemplasse esses objetivos e, mais do que isso, fizesse sentido à vontade de aprender que as crianças apresentavam.
    Além do desenvolvimento dos conceitos de alfabetização e numeralização, procurei integrar à minha prática, não somente os conhecimentos teóricos os quais me apropriei no decorrer do curso de Pedagogia, mas, também, aqueles que considerava importantes para a ambientação social dos alunos, como o conhecimento de si e do outro. Refiro-me, aqui, a questões de identidade e de corporeidade.
    Estruturei esse relato apresentando, em primeiro lugar, o planejamento inicial que fiz, baseada na tentativa de antever o tempo e usá-lo de uma maneira proveitosa, de forma a atender às expectativas das crianças e também às minhas expectativas como professora iniciante.
    Relato, passo a passo, as ações pedagógicas desenvolvidas ao longo do ano letivo, no sentido de contribuir com outros alfabetizadores e de compartilhar experiências que foram muito significativas no sentido de vir a ter todos os meus alunos alfabetizados ao final de um ano, apesar de todas as minhas inseguranças quanto ao fato de isso ser realmente possível.
    Procuro relatar a prática desenvolvida entrelaçada com as fundamentações teóricas de autores que estiveram sussurrando suas orientações ao longo dessa minha jornada. Nesse sentido, trago as teorias e aportes psicopedagógicos que considero essenciais para a compreensão do processo de alfabetização.
    Com a mudança do Ensino Fundamental para nove anos, tenho ouvido comentários de professoras atuantes nessa etapa inicial e, a partir de seus depoimentos, busco complementar a publicação com aportes teóricos que possam auxiliá-las nessa mudança.
    Faço, também, algumas reflexões acerca das mudanças educacionais em alfabetização em comparação às experiências vividas por ocasião dessa prática docente. 

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