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Povos indígenas e educação

Maria Aparecida Bergamaschi et al. (Orgs.)
ISBN: 978-85-7706-030-6
ed. 200 p.
Este grupo de autores se propõe a apresentar e a discutir temas importantes e atuais sobre a vida e a cultura dos indígenas e sobre experiências de organização da educação escolar indígena em algumas regiões do Brasil, cujo teor é o respeito às culturas e os projetos de vida desses povos. Analisam os desafios que eles enfrentam, defendendo a escola como instituição importante e necessária e ressaltando a sua função de contribuir com as lutas mais amplas dos povos indígenas.
  • Sumário
    Apresentação
    Maria Luisa Merino de Freitas Xavier
    Maria Isabel Habckost Dalla Zen

    Introdução
    Povos indígenas: conhecer para respeitar

    Maria Aparecida Bergamaschi

    Reconhecimento oficial da autonomia e da sabedoria
    dos agentes originários e reorientação
    do projeto (inter)nacional brasileiro

    José Otávio Catafesto de Souza

    Educação escolar indígena e docência:
    princípios e normas na legislação em vigor

    Iara Tatiana Bonin

    Povos indígenas e a Lei nº. 11.645:
    (in)visibilidades no ensino da história do Brasil

    Juliana Schneider Medeiros

    Territórios ameríndios:
    espaços de vida nativa no Brasil Meridional

    Ana Elisa de Castro Freitas

    Contato interétnico e dinâmica sociocultural:
    os casos guarani e kaingang

    Sergio Baptista da Silva

    Uma ponte pênsil sobre o oceano:
    a contribuição do pensamento mitológico
    kaingang para a humanidade

    Rogério Reus Gonçalves da Rosa

    Kam? e kajru: a dualidade fértil na cosmologia kaingang
    Zaqueu Key Claudino

    Educação guarani: compartilhando saberes,
    construindo conhecimento

    Ana Luisa Teixeira de Menezes

    O mundo além da “"terra à vista”": o lado de cá
    do Oceano Atlântico é outra história.

    Ângela Ariadne Hofmann

    A força da semente: saberes compartilhados
    com o povo Guarani.

    Jacimara Machado Heckler

    Povos indígenas, história, memória e educação
    Andréia Rosa da Silva Kurrosch
    Fernanda Brabo Souza
    Rodrigo Allegretti Venzon

    Problematizando representações acerca
    dos povos indígenas: uma experiência fundamental

    Ludmila Martins Ligório

    Literatura infanto-juvenil e a temática indígena:
    possibilidades na escola

    Gabriela Bonneau Silioni
    Luana Barth Gomes
    Priscila Ferreira

    Da história verdadeira à verdade da ficção
    ou de como as narrativas indígenas
    vêm se tornando literaturas

    Ana Lúcia Liberato Tettamanzy

    Semana indígena: ações e reflexões interculturais
    na formação de professores

    Ana Maria de Barros Petersen
    Maria Aparecida Bergamaschi
    Simone Valdete dos Santos
  • Trecho
    Apresentação

    Maria Luisa Merino de Freitas Xavier
    Maria Isabel Habckost Dalla Zen

    Este livro oferece aos leitores importantes discussões acerca de diferentes dimensões que caracterizam história e cultura dos povos indígenas. Importantes essas discussões por que motivos? Em primeiro lugar, por remeterem a ancestralidades meio (ou quase) invisíveis nos espaços educacionais, dentre outras esferas sociais. Em segundo lugar, porque os escritos aqui publicados colaboram de forma instigante para a efetivação da Lei nº. 11.645, de 10 de março de 2008, que altera o artigo 26-A da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, instituindo a obrigatoriedade do estudo de história e cultura indígena nos estabelecimentos de Ensino Fundamental e Médio, públicos e privados. Destaca-se, ainda, alterações no marco normativo que regula a educação escolar indígena, conforme comenta e analisa Iara Tatiana Bonim, neste livro,  com a recente aprovação pelo Conselho Nacional de Educação de novas Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Escolar Indígena na Educação Básica.  A definição dessas diretrizes se deu através do Parecer CNE/CEB nº. 13/2012, aprovado em 10 de maio de 2012, e de uma proposta de Resolução ainda não homologada. Tais documentos retomam e reafirmam os objetivos da educação escolar indígena, contidos na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, e definem como modelo de execução os territórios etnoeducacionais. Sob nosso ponto de vista, essa regulamentação precisa estar alicerçada em princípios teóricos e metodológicos sólidos, embasados no modo de vida dos povos indígenas: suas histórias, territorialidades, tempos, lutas, crenças, vínculos a serem reconhecidos, compreendidos e, assim, respeitados. Essa posição implica o exercício da reciprocidade, o qual nos coloca, educadores, imersos, não apenas observadores dessa outra cosmologia. Através das linhas (e das entrelinhas) dos capítulos que compõem esta publicação, os leitores poderão adentrar alguns “territórios ameríndios”, saboreando a “força da semente” dos saberes e da rica cultura dos povos indígenas pelas palavras de quem estuda, pesquisa e convive com esses povos, assim como pelas palavras de um educador indígena. Que essa força se faça presente nos cursos de formação de professores e nas salas de aula das escolas do país, exaltando-se, pois, a vida desses povos em sua especificidade e diversidade cultural.

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