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Por que você não me obedece?

Pais e educadores

Isabel Parolin (Org.)
ISBN: 978-85-7706-062-7
ed. 104 p.
Trazendo um tema pungente e atual em todo o país, este livro compõe, com outros dois que o antecedem, um importante conjunto de obras escritas por psicólogos e psicopedagogos experientes em lidar com problemas de disciplina/indisciplina, de bullying, de distúrbios de aprendizagem e outros tantos que assustam a sociedade brasileira. Pelas narrativas verídicas dos autores e suas valiosas contribuições, os leitores irão encontrar muitas respostas e melhores caminhos para exercer o difícil papel de pais e educadores.
  • Sumário
    Este livro e seus autores
    Isabel Parolin

    Cadê a autoridade que estava aqui?
    Maria da Penha Simões Pedrosa

    O que você quer ganhar para fazer o que combinamos?
    Laura Monte Serrat Barbosa

    Se vocês não fizerem silêncio, como eu poderei começar minha aula?
    Júlio Furtado

    Tá de birra, é?
    Ana Paula Picheth

    Falar com você e com a parede é a mesma coisa, não é?
    Isabel Parolin
  • Trecho
    Este livro e seus autores
    Isabel Parolin

    Eu soube que escreveria este livro quando estava dirigindo, de volta para casa, após ter dado uma palestra para pais e professores, numa cidade próxima da minha. No silêncio da linda noite que se fazia e em meio à bela paisagem que se descortinava, pensei que o amanhecer daqueles pais, que eu acabara de deixar, após um encontro realizado, não seria tão belo assim se algo não fosse feito na direção de construir um amanhã melhor.
    Pessimista? Não! O conhecimento me distanciou da crença em sorte ou azar, ilusão a que se agarram os que desconhecem que a vida e a nossa existência são uma sequência de fatos que se constroem a cada dia, a cada decisão e a cada ação que se realiza. Construímo-nos e determinamos o nosso destino transversalizados pelo que pensamos e determinados por meio de nossos atos, decorrentes dos nossos pensamentos, ou ainda, pelo que deixamos de fazer, porque não pensamos no que estávamos vivendo ou fazendo.
    Até mesmo o nosso silêncio comunica e, nem sempre, é o que gostaríamos de expressar.
    Não quero me calar!
    Apesar de ter trabalhado com o empenho que a situação requeria; apesar de ter respondido a todas as perguntas que os pais fizeram; apesar da participação interessada e atenta dos pais e dos professores, senti que tudo o que tinha sido feito, naquela noite, ainda não era suficiente.
    O que faz uma pessoa mudar sua conduta? O que faz pais e professores tornarem-se realmente educadores?
    O depoimento de uma mãe me deixara um gosto amargo e uma desagradável sensação de impotência. Como ajudá-la, e a tantas outras mães, a bem orientar seus filhos? Quando precisamos interferir e quando devemos deixar que o barco navegue ao fluxo do rio?
    A educação e o conhecimento são instrumentos essenciais para a conquista da felicidade. O filósofo Bertrand Russel (2005, p. 210) diz que
    o homem feliz é aquele que não sofre nenhuma falha de unidade (unidade entre a mente consciente e a inconsciente e entre o eu e a sociedade), aquele cuja personalidade não está cindida em si mesma e nem em confronto com o mundo. Um homem assim sente-se cidadão do mundo e goza livremente do espetáculo que lhe oferece e das alegrias com que lhe brinda, sem temer a ideia da morte, porque, na verdade, não se sente separado dos que virão depois dele. Nesta união profunda e instintiva com a corrente da vida é que se encontra a suprema bem-aventurança.
    Que lindo pensamento! Mas a mãe que deu o depoimento abaixo não estava feliz. Ela o fez, de forma bem expressiva, com a clara intenção de dividir seu sofrimento:
    Minha filha não quer mais vir para a escola. Ela passa a noite no computador, vai dormir muito tarde e, na hora de ir para a escola, não levanta. Já está quase reprovada. Fora isso, não sai de casa, não conversa com ninguém, come na hora que quer e não me obedece de jeito algum. O pai veio visitá-la só para conversar com ela, mas nada. Ela nem ouviu... Não sei mais o que fazer. Falar com ela e com a parede é a mesma coisa! O que vai acontecer com ela?
    “Não sei! "Não sei o que poderá acontecer com ela, mas a tendência, se nada melhor for feito, é que não seja algo bom!”" pensei entristecida. Mas o que aconteceu com essa mãe e com a relação entre ela e sua filha? De onde veio esse pai? Essa menina não tem uma avó que vá lá e a tire do quarto? Não tem uma madrinha que a acolha e a oriente? Uma amiga mais sensata que ela? Quase me perdi nesses pensamentos...

    (Trecho extraído da Apresentação

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