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Pais e Educadores

quem tem tempo de educar?

Isabel Parolin
ISBN: 978-85-7706-024-5
ed. 96 p.
Devido ao sucesso da primeira publicação, a autora dá continuidade à questão dos limites com crianças e jovens, abordando a falta de tempo dos adultos, sejam eles pais ou educadores, para educar crianças e jovens com o respeito e a paciência que essa tarefa exige. Os adultos, por demais apressados, acabam fazendo pelas crianças o que elas deveriam aprender a fazer, reclamando depois de sua falta de independência e de iniciativa frente aos desafios que a vida oferece. Se o tempo é pequeno, como aproveitá-lo melhor? Como psicopedagoga clínica, Isabel produz um texto sensível sobre o tema.
  • Sumário
    Para começo de conversa

    Quem tem tempo de educar?

    Você não aprende mesmo!

    Xingar não educa!

    Pais educadores, professores formadores

    Computador é coisa de criança?

    Crianças consumistas

    Sobre mães afetivas e educadoras

    Avós e pás

    Férias: tempo de aprender brincando

    Lição de casa: para que e para quem?

    Tenho um aborrescente em casa: geração delivery

    O aluno foi pego roubando, e agora?

    Diversidade e intercâmbio cultural: encontros e despedidas
  • Trecho
    "Quem tem tempo de educar"
    Trecho retirado do Cap. 2, págs. 14-15
     
    Falamos de novos tempos, vivemos uma outra dinâmica de vida, mas a educação de crianças e jovens não acompanha as mudanças. Sabemos que a família está precisando da parceria das escolas, que ela sozinha não dá conta da educação e socialização dos filhos; sabemos,também, que crianças e jovens estão desatentos nas escolas por não receberem atenção em suas famílias, e como decorrência, apresentam dificuldades de aprendizagem e de relacionamento, mas está difícil dar passos decisivos, competentes para resolver essa questão. A escola precisará ressignificar conceitos e construir novas práticas para atender as necessidades dos alunos de hoje.
    As possibilidades de aprendizagem de crianças e jovens dependem da qualidade das mediações dos adultos a que ela seja exposta em seus vários momentos de vida. Sem essa mediação, eles podem não ter acesso aos códigos culturais, aos valores e significados sociais, às múltiplas linguagens de seus pares, instalando-se a dificuldade em aprender. Como educadora e psicopedagoga, interesso-me e procuro ter uma escuta muita especial para as questões da família que têm repercussão na escola, bem como sobre o reflexo do processo de escolarização vivido no desempenho social de crianças e jovens. Também pratico o exercício de entender que aprendizagens se fazem necessárias para que se considere um aprendiz apto e instrumentalizado para uma adequada inserção social e para pleno exercício da cidadania.
    É nessa perspectiva, e a partir desse olhar, que gosto muito de observar famílias em seu dia-a-dia, de ouvir queixas de professores, enfim, de acompanhar como espectadora as pessoas e suas vidas, praticando o que teorizam ou dizem que gostariam de fazer, mas por inúmeros motivos não fazem. Essa escuta informal é diferente da que tenho no consultório, ou mesmo em encontros de formação, pois, quando pais ou professores me procuram para falar sobre suas dificuldades, em função da situação de um consultório, acabam "“caprichando"” um pouco mais em seus relatos. Observo, assim, rasgos de conversas, broncas de familiares e de professores no ato espontâneo, pois acredito que é nessa hora que se pode vislumbrar o conceito de homem, de mundo e de educação que é vivido e praticado. Numa ação/reação espontânea, as pessoas se revelam e demonstram suas crenças e aprendizagens.

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