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O mistério da mesa arranhada

Sylvia Roesch e Petra Elster
ISBN: 978-85-7706-059-7
ed. 40 p.
Um menino, um papagaio e uma mesa arranhada, formam o suspense deste livro. Ao som de rimas e com uma ilustração que desperta a imaginação infantil, a autora desafia os pequenos leitores a elucidar o suspense, levando-os a pensar no cuidado que devemos ter com os animais. Terá sido o papagaio, o tucano, o rato, o jacaré ou o próprio Juliano a arranhar a mesa? Leia para descobrir!
  • Sumário
    A autora
    Sylvia Maria Azevedo Roesch é gaúcha, professora universitária e escritora. Aposentada, casou-se com Stephen Wood, acadêmico inglês, e vive em Londres. Em 1995, frequentou a oficina literária de Luiz Antonio de Assis Brasil na PUC-RS. Em 2003, frequentou um curso com a escritora Elizabeth Hawkins sobre a redação de histórias infantis, em Londres. A experiência de ser avó – Sylvia tem duas filhas e quatro netos – despertou seu interesse pela literatura infantil. “O Mistério da Mesa Arranhada” é o seu primeiro livro. Enquanto escreve seu próximo livro, a autora vem contando a história de “O Mistério...” para grupos de crianças em escolas no Brasil e em Londres, adaptando seu modo de apresentação ao público infantil com base no curso que fez em Londres com o diretor de teatro Zadoque Lopes.

    A ilustradora
    Petra Renate Elster é publicitária, jornalista, ilustradora e artista-plástica. Nasceu em São Paulo, em 1970, onde ainda reside. Aprendeu com vários mestres. Entre eles, Edith Pfister (desenho e óleo); Herr Bleich (aquarela); Haroldo Guimarães (desenho e animação); Céu D’Elia (desenho); Angel Martinez (desenho e pintura); e Gonzalo Cárcamo (aquarela e acrílica). Fez vários trabalhos de design e ilustração, incluindo uma experiência de trabalho no Estúdio Mauricio de Sousa, onde fez algumas historinhas da Mônica, do Cebolinha, do Chico Bento, do Cascão e da Magali, do Bidu. Hoje Petra tem seu próprio estúdio e dedica-se totalmente à arte. Dá aulas de desenho e pintura no seu ateliê, desenvolve peças próprias e atende clientes de design e ilustração.
  • Trecho
    Sobre a autora
    Residindo em Londres, Sylvia foi convidada a contar a história deste livro a crianças e familiares de quatro organizações criadas por famílias brasileiras a fim de incentivar o aprendizado da língua portuguesa e a fortalecer a comunidade e a cultura brasileiras no exterior: Clube dos Brasileirinhos, em Golders Green; Escola Católica Meu Pequeno Jesus, em Whitechapel; Brazilian Educational and Cultural Centre (BREACC), em Twickenham; e no clube de português, que é parte das atividades do Light Project International, em Islington. Hoje, essas organizações contam com o apoio da Associação Brasileira de Iniciativas Educacionais do Reino Unido (ABRIR). Seus comentários: Para mim, o contador de histórias procura encantar e envolver a audiência. No Brasil, conto a história O Mistério da Mesa Arranhada em escolas e em bibliotecas. Além de contar, recito algumas rimas e mostro as ilustrações. Também dialogo com um papagaio fantoche e faço uma ligeira encenação que envolve tapar e destapar o papagaio. Esses truques são suficientes para atrair o interesse e proporcionar o entendimento da trama. De fato, as crianças interrompem a narrativa e antecipam o enredo. Riem das estrepolias do papagaio e fazem uma série de perguntas e comentários no final. Elas se mostram afetivas e querem se aproximar de mim. Fiquei, então surpresa ao constatar, na primeira vez que contei a história em Londres , que os adultos riram mais do que as crianças e elas se portaram de forma bem mais retraída do que no Brasil. Os pais e professores relataram que as crianças gostaram de ver os animais brasileiros ilustrados no livro e de ouvir as rimas. Que o suspense e o mistério são elementos atrativos da história. No entanto, explicaram que seus filhos entendem muito menos português do que parece. Uma mãe disse: “Meu filho de oito anos só consegue ler livros em português que tenham uma frase por página.” Outra mãe comentou que sua filha de seis anos lê um pouco de português e escuta música, mas não quer ler em voz alta. Outra, ainda, disse que seu filho lhe pediu para não falar em português com ele na frente de seus amigos. Contar histórias ajuda no desenvolvimento do vocabulário. Ainda mais se a sessão é acompanhada de um trabalho adicional. Em Londres, percebi a necessidade de enfatizar o sentido das palavras por meio da repetição ou da tradução de vocábulos. Passei a gesticular, usar expressão corporal e modular a voz. Também, introduzi objetos concretos que são parte do cenário na história, como uma campainha e uma ratoeira (de faz de conta). Os professores estimularam as crianças a desenhar os personagens, ou a continuar a história, ou a desenvolver novas rimas. As mães sabem que a família deveria reforçar o estímulo dos clubes e gostariam de ajudar, mas indagam: “como ensinar nosso idioma para as crianças como segunda língua? Existe algum método?” Uma coisa é certa: para desenvolver a leitura e a escrita destas crianças, precisamos urgentemente ter acesso a muitas outras obras em língua portuguesa no exterior.

    Londres, 16 de março de 2011
    Sylvia Roesch (www.sylviaroesch.com)
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