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O jogo do contrário em avaliação

Jussara Hoffmann
ISBN: 978-85-87063-97-7
10ª ed. 144 p.
O título deste livro revela o posicionamento da autora frente às práticas avaliativas excludentes e ainda vigentes no país. Ela propõe que os educadores experimentem fazer o contrário do que vêm fazendo no sentido de não comparar os alunos, de prestar atenção em cada um deles, de reinventar as práticas avaliativas para não deixar nenhum estudante sem aprender. De forma didática, desenvolve a ação avaliativa em três tempos: tempo de conhecer bem os alunos, tempo de compreender seus jeitos de aprender e tempo de mediação. Suas considerações teóricas aparecem exemplificadas com interessantes estudos de casos e outros exemplos.
  • Sumário
    Apresentação

    Parte 1
    Entre claros e escuros da avaliação


    Avaliação formativa ou avaliação mediadora?
    Processo subjetivo e multidimensional
    Uma ação em três tempos
    Uma concepção formativa e mediadora
    As contribuições de Piaget e Vygotsky
    O papel mediador do professor

    Aprender ou não aprender?
    Com que critérios avaliamos?
    Leituras positivas e negativas
    O aprender sem complementos
    Evolução e conjunto das aprendizagens
    O aprender e o desejo de aprender

    Respeitar ou valorizar as diferenças?
    Cuidados especiais
    Uma pedagogia do contágio

    Quantidade ou qualidade em avaliação?
    Qualidade e aprendizagem: conceitos multidimensionais
    Da observação à ação reflexiva: relatórios e dossiês
    Relatórios: compreender e compartilhar histórias de vida
    Relatórios: do pensar ao agir na formação docente

    Parte 2
    O jogo do contrário em avaliação


    O jogo do contrário em avaliação
    Observar aluno por aluno
    Os difíceis estudos de caso
    Avaliação mediadora em três tempos

    Tempo de admiração: conhecer para
    justificar o não sido ou compreender
    para promover oportunidades?

    O princípio de compreender
    O exercício do aprendizado do olhar
    O compartilhamento do olhar avaliativo
    A multidimensionalidade do olhar
    E o que se admira afinal dos e nos alunos?
    A perigosa prioridade às questões atitudinais
    Valoração objetiva e subjetiva: um olhar em ação
    Autoavaliação: um olhar que “realiza” o próprio aluno
    Conselhos de classe: compreender para encaminhar?

    Tempo de reflexão: corrigir tarefas
    ou interpretar situações de aprendizagem?

    Interpreta-se para compreender
    Tempo de reflexão: entrelaçando olhares
    O cenário avaliativo
    As relações afetivas
    A prática avaliativa mediadora
    Análise dos avanços e necessidades percebidas
    Um olhar avaliativo reflexivo
    A qualidade dos instrumentos de avaliação
    O tempo de reflexão e a dimensão do sensível

    Tempo de reconstrução: avaliar para
    aprovar e reprovar ou formar para vida?

    A experiência dos países que avançaram
    Finlândia: a leitura em primeiro lugar
    Malásia: diversidade e multidimensionalidade
    Experiências em avaliação mediadora no país
    Relatos de estudos de casos
    Sobre o inédito-viável

    Referências
     
  • Trecho
    Apresentação

    Para além de um livro, esta publicação é um convite a todos os leitores para que me acompanhem nesse jogo do contrário em avaliação, levando em conta o necessário acompanhamento individual dos alunos, essencial em termos de uma melhoria dos processos avaliativos. Venho falando desse jogo há tempos e sou feliz porque encontrei, nesse país imenso, um grande número de professores que vêm me acompanhando nessa ousadia de derrubar o mito. Tenho o privilégio de conhecer o trabalho de muitos profissionais que estão fazendo diferença por esse Brasil afora, que arregaçaram as mangas e reconstruíram suas próprias práticas com garra e coragem. Foi essa caminhada que procurei delinear nestas páginas. Muitos comentários e exemplos de práticas pedagógicas verídicas ilustram as minhas considerações. Procurei relatar neste livro exemplos do que vi acontecer em andanças por aí ou fatos que me foram relatados por professores e alunos. Se os nomes de alguns não registrei, muitos, por certo, irão reconhecer suas histórias. Quando um líquido escorre sem parar dentro de um recipiente, ele transborda, não há jeito! Minha indignação já transbordou há algum tempo diante de tantos desencontros percebidos em termos de práticas avaliativas em escolas deste país. Quando participo de conversas sobre esse tema, antecipo muitas perguntas que virão e sinto angústia pelas respostas que não tenho para dar. Mesmo que aponte sugestões, há sempre alguém dizendo que não dá para fazer porque os outros não deixam: o sistema, os pais, o governo, os diretores, os colegas, os próprios alunos... Cultuam-se fantasmas em educação: os outros, o sistema, os políticos, o passado. Dentre todos, o passado é o fantasma mais assustador, porque, então, tudo dava certo. Mas será que essa escola do passado nos preparou para o futuro? Para saber lidar com o jeito diferente das crianças e jovens do presente, de um novo século que se afigura como a sociedade do conhecimento, caminho que vem sendo perseguido por vários países? Acredito que, para tornar essa escola diferente, tenhamos de buscar, no sorriso tão esperançoso das crianças, a certeza de que isso é possível e, na indignação tão característica dos adolescentes, a garra suficiente para derrubar barreiras...

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