Alfabetização e Letramento

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Literatura, leitura

e produção textual no ensino médio

Ione Vinhais
ISBN: 978-85-7706-037-5
ed. 136 p.
Ione Vinhais é professora de literatura de uma das melhores escolas de Ensino Médio da rede pública federal do Rio Grande do Sul. Seu livro apresenta preceitos teórico-metodológicos cujo foco é despertar nos jovens o gostar de ler e de escrever, produzindo sentido sobre o que leem. Exemplifica, a partir de sua experiência como professora, como acabar com a penosa "obrigatoriedade" de leitura no Ensino Médio, convidando o estudante a ser leitor e autor, a criar, a partir da literatura clássica, seus próprios textos literários para tornar esta aprendizagem significativa e prazerosa.
  • Sumário
    Apresentação

    O ensino de literatura

    Discurso, língua e sujeito
    Sujeito e autoria
    Produção de sentidos e memória
    Gestos de interpretação: sentidos produzidos

    Sobre juventude
    Juventude: sentidos e lugares
    sociais no espaço e no tempo
    Juventude, discursos, produção de sentidos
    O sujeito jovem e a enunciação:
    deslocamento e constituição de sentidos
    A juventude retratada na literatura e o leitor

    A proposta pedagógica
    Os textos analisados
    A análise do discurso
    O Quinhentismo: produção de sentidos
    sobre a relação entre o Brasil e o exterior
    Carta 1: Teddy, o Urso
    Carta 2: Querido Diabo
    O Arcadismo: produção de sentidos
    sobre "“amor no campo”"
    Narrativa 1:Amor campestre
    Narrativa 2: Sexo, ovelha e rock’n roll
    Narrativa 3: Uma tarde de prazer no além
    O Romantismo no canto dos jovens poetas
    Canto 1: Canto dos novos jovens
    Canto 2: Ser jovem
    Canto 3: Estado de espírito
    Canto 2: O jovem na sociedade

    Textos dos alunos
    Textos produzidos na primeira proposta: carta
    Textos produzidos na segunda proposta: narrativa
    Textos produzidos na terceira proposta: canto

     
  • Trecho
    Apresentação
    A produção textual de jovens do ensino médio norteou reflexões sobre o discurso pedagógico na disciplina de literatura, considerando-se a relação entre o ato de ler e escrever. Neste estudo, estão relacionados o saber escolarizado e os saberes de fora da escola, promovendo uma rede de sentidos entre a literatura e a vida. Propõe-se a que o ato de ler seja mais uma situação de vida que permite ao jovem significar, produzir sentidos na relação com o texto escrito sem apenas repeti-lo, mas estimulando o processo de criação de sentidos seus sobre o discurso do outro, representado nas obras dadas para a leitura. A exigência da leitura de obras consagradas no currículo da disciplina de literatura pela seleção feita pelas provas de vestibular desafia o professor a desenvolver o seu ensino, tendo em vista a necessidade de estimular o jovem, sensibilizando-o para ler e produzir sentidos a partir da leitura. O ensino significativo de literatura supõe que os alunos tenham a possibilidade de produzirem sentidos tanto na posição de sujeitos leitores quanto na posição de sujeitos produtores de textos. Considera-se, de acordo com esta posição pedagógica, que o jovem não precisa ser submetido à repetição de uma única forma dita correta para as questões de leitura.
    Para que o aluno expresse seus sentimentos e posicionamentos, faz-se necessário o respeito ao seu dizer e a sua condição de enunciador que manifesta desejos, responsabilidades, subversões, as quais representam formações discursivas onde se desloca e se constitui como sujeito na linguagem. É desse modo que existimos como humanos. Assim, este livro tem por objetivo analisar a produção textual de alunos, voltando-se para a questão da linguagem e seu ensino, sob o referencial da análise de discurso da linha francesa de Michel Pêcheux. A análise foi realizada a partir de textos selecionados da escrita de alunos do ensino médio de uma escola pública federal de Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil. Estes alunos foram incentivados a elaborarem seus textos, significando (e ressignificando) palavras, expressões, traços de estilos literários em poemas, narrativas, cartas . Situaram-se, assim, na formação discursiva literária portuguesa e brasileira, na perspectiva da disciplina de literatura, neste nível de ensino da educação básica nacional, conforme dispositivo legal e programa estabelecido pela escola. De acordo com o referencial discursivo, concebe-se que o sujeito não é propriamente a fonte dos sentidos. Ele se apropria de sentidos já existentes, mas os recria de acordo com novas condições de produção. Sendo assim, foi traçado um novo caminho para o enfoque das obras consagradas no currículo da disciplina, frente à possibilidade de os adolescentes se apropriarem da linguagem literária, a fim de produzirem sentidos seus, no ato de comunicação relativo à escrita de textos, entendendo-se o conceito de autoria vinculado ao de interpretação.

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