Fundamentos Pedagógicos

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Jovens cada vez mais jovens

na educação de jovens e adultos

Carmen Brunel
ISBN: 978-85-87063-96-0
ed. 144 p.
A autora traz uma rica e sensível contribuição à discussão que se faz no momento sobre o ingresso nesse segmento de ensino de um número cada vez maior de jovens"cada vez mais jovens". Com base na teoria de Bernard Charlot, apresenta fundamentos teórico-práticos em EJA, ilustrando suas considerações com depoimentos de alunos e professores. Tais depoimentos permitem ao leitor entender as razões de os jovens procurarem a EJA em detrimento ao Ensino Médio, abordando, dessa forma, questões que interessam também aos gestores e educadores que atuam no Ensino Fundamental e Médio.
  • Sumário
    Introdução
    EJA: uma população cada dia mais jovem

    Um passeio pelo tempo

    Jovens na EJA: um fenômeno dos anos 90
    O significado da escuta no ato pedagógico

    As ideias, os espaços e os sujeitos
    Os espaços percorridos
    Conhecendo os sujeitos

    A escola no contexto da modernidade: algumas reflexões
    A escola e seu projeto civilizatório
    Dialogando com as diferenças:
    por um novo contrato social

    Um espaço da EJA: de retorno à escola
    Escolas de EJA: espaços em mutação
    Os encontros: relatos, debates e descobertas
    Os jovens: resistência, sonho e esperança
    "“Uma escola onde todos tenham os mesmos direitos"...”
    Os jovens, a escola e o saber
    O sentido e o prazer de estar na escola
    “"Ser jovem é esperar que o melhor ainda aconteça"...”
  • Trecho
    Introdução
    EJA: uma população cada vez mais jovem
     
    (...) O número cada vez maior de jovens nos diversos espaços da Educação de Jovens e Adultos (EJA) é um fato que vem progressivamente ocupando a atenção de educadores e pesquisadores na área da educação. O número de jovens e adolescentes nesta modalidade de ensino cresce a cada ano, modificando o cotidiano escolar e as relações que se estabelecem entre os sujeitos que ocupam este espaço. Os jovens, quando chegam nesta modalidade, em geral, estão  desmotivados, desencantados com a escola regular, com histórico de repetência de um, dois, três anos ou mais. Muitos deles sentem-se perdidos no contexto atual, principalmente em relação ao emprego e à importância do estudo para a sua vida e inserção no mercado de trabalho. Minha experiência como professora nesta área me possibilitou perceber que mudanças significativas neste universo foram se constituindo ao longo dos anos, principalmente no que dizia respeito ao perfil dos alunos que ali se encontravam.  O número de jovens cada dia maior nas salas de aula foi gerando em mim questionamentos aos quais não conseguia responder. Muitas eram as dúvidas que iam surgindo nesta caminhada, permeadas de constatações advindas da minha experiência. Esse novo panorama, pouco a pouco, foi modificando o ambiente escolar, exigindo dos professores uma nova postura e um jeito novo de conviver com esses alunos, cada dia mais jovens. Em 1987, quando iniciei no antigo ensino supletivo, os alunos não eram tão jovens, tinham parado há muito tempo de estudar e o objetivo da maioria era terminar os estudos com vistas a um emprego melhor ou à promoção no seu local de trabalho. Percebe-se que os alunos são mais jovens, muitos pararam há pouco tempo de estudar, são recém-egressos do ensino regular, e muitos deles possuem um histórico de várias repetências. A repetência, em alguns casos, faz com que o aluno perca o desejo de continuar na escola. Repetir a série, no mínimo dois anos, faz com que ele "destoe" um pouco dos outros colegas, e como eles mesmos dizem: "Professora, eu era a mais alta da turma!" "Professora, só tinha criança na minha sala, eu não tinha com quem conversar!" (...)

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