Inclusão e Educação Especial

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Inclusão e escolarização

múltiplas perspectivas

Claudio Roberto Baptista (Org.)
ISBN: 978-85-7706-011-5
ed. 192 p.
Esta obra é um marco representativo no que se refere aos estudos sobre o tema. Reunindo vários estudiosos brasileiros, busca dar ênfase às análises mais atuais sobre a questão, associando-as às mudanças que têm sido implementadas no ensino regular, tanto no Brasil quanto em outros países, como na Itália e na Alemanha. Também apresenta cenas do cotidiano do atendimento a crianças com necessidades educacionais especiais – ricos fragmentos de análise e de reflexão do leitor sobre os contextos escolares e a produção da diferença nesses espaços.
  • Sumário
    Educar e incluir: introduzindo diálogos
    Claudio Roberto Baptista

    Educação especial e o medo do outro: attento ai segnalati!
    Claudio Roberto Baptista
    O quereres
    Possibilidades
    Palavras finais

    Dispositivos de inclusão: invenção ou espanto?
    Marisa Faermann Eizirik

    Verdade e jogos de legitimação
    Diferença e exclusão
    Dispositivos de poder/saber
    Dispositivos de inclusão: um desafio para a educação
    Em busca do espanto

    Educação e inclusão: nós (im)possíveis
    Simone Moschen Rickes
    O lugar da fala
    Os paradoxos da palavra
    Nós impossível
    Nós possíveis
    Nós (im)possíveis: escolarização

    Momentos históricos da escolarização
    Jorge Alberto Rosa Ribeiro
    Modo de escolarização feudal
    Modo de escolarização moderno
    O modo de escolarização contemporâneo
    Considerações finais

    Da integração escolar à educação inclusiva: implicações pedagógicas
    Hugo Otto Beyer

    A inclusão e seus sentidos: entre edifícios e tendas
    Claudio Roberto Baptista
    Questões iniciais
    Inclusão e escolarização
    Voltar à superfície
    Para concluir: a construção de tendas

    Inclusão escolar, formação continuada e pesquisa-ação colaborativa
    Denise Meyrelles de Jesus
    Formação continuada e inclusão escolar: conexões possíveis
    Pesquisa-ação-reflexivo-crítico-colaborativa: algumas aproximações
    Por que tantas palavras para nomear um tipo de pesquisa?
    Epílogo

    Docência(s) no contexto da educação inclusiva: uma perspectiva sistêmica
    Simone Girardi Andrade
    Situando o pensamento sistemico e a educação
    Biologia, cultura e educação
    Alguns sentidos para o ato educativo
    A ação pedagógica e educação inclusiva
    Sistematizando compreensões

    Integração/inclusão: desafios e contradições
    Mônica de Carvalho Magalhães Kassar
    A educação e os serviços educacionais especiais
    Ana e a escola
    Pequenas considerações

    Educação inclusiva: de quem e de quais práticas estamos falando?
    Adriana Marcondes Machado
    Cenas e pensamentos
    Reduzir o social ao corpo do sujeito
    Desigualdades Camufladas
    Os falsos direitos
    Os sujeitos que trilham os encaminhamentos
    O homem de bem semianalfabeto
    A criação de sujeitos culpados
    Algumas considerações sobre essas cenas
    Os encontros da saúde com a educação

    A deficiência mental como produção social: de Itard à abordagem histórico-cultural
    Maria Sylvia Cardoso Carneiro
    Vygotski, a abordagem historico-cultural e os estudos da defectologia: outras possibilidades de compreensão da constituição do sujeito
    A educação de sujeitos com historia de deficiência

    A educação de sujeitos com transtornos globais
    do desenvolvimento: traços e circunstâncias

    Carla Karnoppi Vasques
    Claudio Roberto Baptista

    Os sujeitos
    Os serviços
    Escola de Ensino Especial A
    Rede Municipal de Ensino de Canoas
    Sobre os educadores
    Os percursos
    Considerações finais

    Educação e altas habilidades: incluir... Sim, mas como?
    Nara Joyce Wellausen Vieira
    Claudio Roberto Baptista

    O aluno com altas habilidades - qual é ele?
    A questão da equidade de oportunidades  - Como atender as necessidades dos alunos com altas habilidades?
    À guisa de conclusão

    Referências

    Sobre o organizador e os autores

     
  • Trecho
    A escola tem sido identificada como o lugar da infância na sociedade contemporânea. Local de socialização que amplia as relações iniciadas na família. Espaço de aprendizado de códigos lingüísticos específicos que facilitam a comunicação e o acesso ao conhecimento. Universo de desafios associado à dimensão normalizadora, classificatória, hierárquica e marcadamente elitista. Apesar de reconhecermos tudo isso, após o século XX, nas sociedades ocidentais, ir à escola passa a ser considerado como equivalente a ter circulação social, ser reconhecido como parte integrante da polis. Essa concepção é decorrência de um processo histórico que progressivamente amplia o universo dos escolarizáveis, consolidando-se a defesa de que a tarefa da escola seria formar todos os sujeitos. Em nenhum momento histórico precedente essa ampliação assumiu características tão amplas quanto aquelas que emergiram no final do século XX. Além da meta de escolarização de crianças de classes populares, fenômeno típico desse recente momento da história humana, passa a ser defendida a meta de que a escola deve atender a todas as crianças, inclusive aquelas consideradas diferentes, em função de deficiência ou desvantagens várias. Os sujeitos da educação especializada passam a ser anunciados como prováveis escolares nas classes de ensino comum. Este é o ponto de partida do presente livro.

    Claudio Roberto Baptista

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