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Histórias de leitura na vida e na escola

uma abordagem linguística, pedagógica e sociocultural

Maria Isabel H. Dalla Zen
ISBN: 978-85-87063-15-1
ed. 128 p.
Os estudantes não gostam de ler? O que não leem? Como mobilizá-los a diferentes gêneros de leitura? Este é um relato sensível de um trabalho pedagógico voltado à formação de alunos leitores. Mostra que as atividades de leitura podem promover um verdadeiro diálogo entre professores e alunos se elas forem prazerosas e respeitarem o contexto sociocultural do estudante, principalmente no Ensino Fundamental. As práticas relatadas envolvem a diversidade de textos que estão presentes no cotidiano de crianças e jovens, das poesias aos anúncios em revistas e outros materiais.
  • Sumário
    Prefácio
    Nilton Bueno Fischer

    Prefácio
    Rosa Maria Hessel Silveira

    Primeira parte
    Preâmbulo: a experiência dos afetos, das aprendizagens, da escrita
    E tudo começou nas casas verdes:
    a autora/professora
    Outros tempos
    Consolidando experiências
    A escrita desse livro

    Segunda parte
    A sala de aula: uma primeira leitura
    O espaço, a rotina e a leitura
    Fragmentos de aulas
    A professora: "“O ponto de vista
    é sempre a vista de um ponto"”
    O que os alunos escrevem:"conteúdo"
    revelador de histórias e significados

    Terceira parte
    A sala de aula: uma segunda leitura
    Referenciais teóricos: uma seleção necessária
    A professora/pesquisadora e os alunos/leitores
    Conhecendo os alunos
    Pondo a leitura em roda livre
    Proposta 1: trabalho com crônica
    Proposta 2: leitura de revistas
    Proposta 3: leitura de livros de literatura infantil
    Formas de leitura
    O valor da poesia
    A obra com humor
    Era uma vez...
    O fascínio do livro
    Um astro de TV visita a escola
    Leituras possíveis do evento ocorrido
    Negar a televisão?
    Espaço para saber: saber com sabor
    Espaço para dizer: dizer com emoção
    O processo ?cloze?
    Buscando o significado: compreendendo a leitura
    Busca de palavras

    Quarta parte
    Eles mostram a sua vida fora da escola
    Do espaço real ao espaço imaginário
    Subindo o morro
    A participação afetuosa dos informantes
    e seus pontos de referência
    Refletindo sobre as condições socioculturais da leitura
    Sobre a utilização da leitura e o valor a ela atribuído

    Quinta parte
    Fim de história
    Algumas ideias sobre o itinerário percorrido
    Sobre a sala de aula
    Sobre os alunos
    Sobre a diversidade de experiências de vida
    Palavras finais
     
  • Trecho
    Prefácio
    Rosa Maria Hessel Silveira
     
    Existem várias maneiras de se ler este livro. Ele pode ser lido como um trabalho acadêmico: uma dissertação de Mestrado, por exemplo -– o que ele, originalmente, foi -– e, então, o leitor nele buscará os fios teóricos das áreas de educação e linguagem que sustentaram a investigação-ação, e, quem sabe, se surpreenderá com as conexões que a autora soube fazer entre esses fios e os fios puxados da própria realidade. Mas ele pode ser lido também como uma obra com sugestões didáticas. Sugestões que nascem de uma prática com alunos de quarta série de escola pública (atualmente quinto ano) e de uma reflexão sobre essa mesma prática. É possível que, durante essa hipotética leitura, professores do atual ensino fundamental exclamem (em pensamento): "“por que nunca pensei nisso?"” Na próxima semana, vou pensar em algo parecido...” E, também no campo das hipóteses, a surpresa deles não se restringirá à leitura das passagens do livro, mas se ampliará à sua sala de aula...
    Em terceiro lugar, ele pode ser lido como uma narrativa, uma história, uma história em que uma narradora/personagem, em primeira pessoa, incluindo seus leitores "“parceiros"”, mescla o relato de fatos ocorridos com um grupo de personagens em cenários definidos e em um período de tempo determinado, à interpretação desses mesmos fatos, contando com o auxílio de outras vozes que a ajudam a entendê-los em sua cadeia de causalidades. Como narrativa, seu enredo nos prende e, ao chegarmos ao final da leitura, queremos voltar a partes já lidas para entendermos melhor e mais completamente as passagens que, como leitores, também vivemos -– conversando com os alunos e suas famílias, visitando suas casas, vivendo com eles suas curiosidades, suas críticas, suas pequenas alegrias, suas expectativas e seus saberes...
    Enfim, não há regras nem exigências para lê-lo. A forma e o espaço desse encontro entre a autora e o leitor são livres, bastando apenas, para este, iniciar uma jornada que a própria autora, com sua linguagem fluente em palavras e ideias, torna fácil e prazerosa.

    Trecho retirado das páginas 13 e 14.

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