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História viva

a história que cada aluno constrói

Carla Beatriz Meinerz
ISBN: 978-85-87063-41-0
ed. 120 p.
Ensinar História, segundo a autora, envolve, sobretudo, o exercício de saber ouvir os alunos, uma postura necessária para desencadear o processo de aprendizagem. Ela apoia-se em Piaget, Freire e autores do campo da História para analisar os significados construídos sobre o ensino de História por alunos adolescentes, apontando para temas fundamentais ao trabalho pedagógico no Ensino Fundamental: a análise dos fatos históricos pelos alunos, a sua compreensão e a explicação que dão a esses fatos. Nesse sentido, constitui uma obra de referência teórica e metodológica na área.
  • Sumário
    Apresentação

    Introdução

    A trajetória percorrida

    Como se desenvolve o conhecimento histórico
    na escola, atualmente?


    Qual é o universo de nossos alunos?

    O pensamento dos adolescentes

    O que os alunos pensam e dizem sobre a História

    O ofício do historiador: magia e saber científico

    Pensar a História é pensar sobre nós mesmos

    Os fatos da História: verdade e interpretação

    O tempo histórico e o tempo cronológico

    A dinâmica do tempo no jogo entre passado e presente

    A interação com o conhecimento em História
    na relação sujeito e objeto


    A contribuição da escola nas representações
    e significações do conhecimento em História


    Escola: espaço de debate e reflexão

    Relato de uma prática possível
  • Trecho
    Pensar a História é pensar o mundo, e pensar o mundo significa pensar sobre nós mesmos. Portanto, pensar o mundo é, primeiramente, agir sobre ele, transformando-o e se apropriando dessa ação. Essa apropriação configura o processo de tomada de consciência, que interioriza progressivamente os produtos dessa ação, num processo de conceituação que acontece nos diferentes estágios do desenvolvimento. Becker (1993), ao trabalhar o processo de abstração reflexionante na teoria piagetiana, explicita a distinção entre as ações de primeiro grau, que são ações que levam ao êxito, e as ações de segundo grau que, apoiadas nas primeiras, configuram o processo de tomada de consciência. Dessa forma, estruturando-se a tomada de consciência, estrutura-se o próprio processo de desenvolvimento do conhecimento. A tensão entre consciência individual e consciência do mundo é abordada por Piaget como ponto fundamental no desenvolvimento do sujeito, no sentido de que ela só se resolve (ou se tenciona ainda mais) na interação. Para Piaget (1996, p. 361), a inteligência não começa, pois, nem pelo conhecimento do eu, nem pelo das coisas enquanto tais, mas pelo conhecimento de sua interação, e é ao orientar-se simultaneamente para os dois polos dessa interação que ela organiza o mundo, organizando-se a si mesma. Assim, o sujeito se constitui ao constituir o mundo. O mundo não é entendido como algo exterior ao sujeito, ou como objeto a ser conhecido ou investigado nos moldes da tradição positivista, por exemplo. Compreendo o conhecimento do mundo como algo que se constrói subjetivamente na medida da nossa interação com o mesmo. Fundamento essa compreensão na teoria de Piaget, assim como no pensamento de Freire (1995, p. 21). Refletir, avaliar, programar, investigar, transformar são especificidades dos seres humanos no e com o mundo. A vida torna-se existência e o suporte, mundo, quando a consciência do mundo, que implica a consciência de mim, ao emergir, já se acha em relação dialética com o mundo. Partindo desse pressuposto, abandona-se a ideia de que vamos reconstituir tudo sobre o passado, ou tal qual aconteceu, e faz-se uma leitura do passado marcado por referências do presente e por perspectivas sociais, teóricas, concepções de vida e de mundo. Essa tensão entre passado e presente passa a ser o objeto privilegiado da reflexão do historiador em seu trabalho.

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