Inclusão e Educação Especial

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Formação docente na escola inclusiva

diálogo como fio tecedor

Luzia de Fátima Medeiros de Oliveira
ISBN: 978-85-7706-039-9
ed. 152 p.
O livro ressalta a importância da formação continuada dos educadores em um processo educacional inclusivo nos diferentes segmentos do ensino, trazendo como elementos básicos o apoio pedagógico aos docentes nas escolas por mediadores e uma ação dialógica com participação coletiva e colaborativa. Apresenta fundamentos teórico-práticos sobre formação de professores, não somente em relação aos que lidam com alunos especiais. Destina-se a educadores em suas mais variadas funções escolares: professores, alunos, coordenadores pedagógicos e gestores de escolas públicas e particulares.
  • Sumário
    Introdução
    Tramas para a tecedura de uma escola inclusiva


    Apoio pedagógico na escola inclusiva:
    tecendo a formação continuada

    O educador de apoio: da “super-visão” à coordenação
    A coordenação pedagógica: tramas de apoio em formação
    A escola como ambiente propício às teceduras em formação

    Ação coletiva e diálogo no processo
    formativo e inclusivo

    A ação coletiva: tramas dialógicas entre
    o regular e o especial
    O diálogo é possível como trama
    metodológica na formação continuada?
    Características do diálogo bohmiano
    Dificuldades para o diálogo

    Apoio pedagógico e ação coletiva
    arrematados pelos fios do diálogo

    O processo de tecedura investigativa:
    teares, artesãos, fibras, cores e texturas
    O diálogo em ação: experimentando
    tramas entre fios desconexos
    O diálogo possível como fio tecedor do
    programa de ação/formação continuada/inclusiva
    Da linearidade à circularidade aberta
    Da passividade à ação em movimento
    Do significado estabelecido ao significado construído
    Da imposição à satisfação
    Do debate ao diálogo
    Da crença à reflexão

    Arremates em diálogo
    Referências

     
  • Trecho
    O diálogo possível como fio tecedor do
    programa de ação/formação continuada/inclusiva

    Trecho retirado do Cap. 3, págs. 99-100
    Os objetivos do diálogo, segundo a proposição de Bohm (1996c), são: a melhoria da comunicação entre os interlocutores, a observação compartilhada da experiência e a produção de percepções e ideias novas. Imbuídas dessa visão dialógica, cuja marca é exercitar novos modos de ver e criar significados em conjunto, apresentamos algumas reflexões analíticas de nossa investigação participante, colaborativa e dialógica, cujos dados foram sistematizados em seis categorias que se articulam, se interpenetram e se compõem no fazer pedagógico:
    •da linearidade à circularidade aberta, analisamos o processo vivido pelas escolas investigadas de um modelo de apoio baseado na circularidade aberta de opiniões expressas, refletidas e decididas em conjunto; •da passividade à ação em movimento, analisamos como, no processo investigativo proposto com visão dialógica, a diversidade de opiniões que obriga ao movimento, à reflexão e à atenção do dito e do não dito no grupo não permite lugar à passividade, mas à busca de novas ações diante das dificuldades pedagógicas surgidas, elaboradas a partir das experiências profissionais individuais e compartilhadas; •do significado estabelecido ao significado construído, analisamos como o significado comum no grupo se constrói, tomando a realidade escolar como ponto de partida para buscar informação e formação acerca dos procedimentos metodológicos de ação pedagógica com a diversidade dos alunos; • da imposição à satisfação diz respeito à observação da necessidade de trocas profissionais surgidas no grupo sem a interferência dos modelos convencionais de orientação pedagógica linear e a partir da participação voluntária, gerando satisfação pessoal e profissional; •do debate ao diálogo, analisamos, com base em suas ações em diálogo, o processo percorrido pelos grupos de educadores participantes dessa investigação, a partir de uma postura de debate acirrado a uma escuta de opiniões de forma respeitosa, característica do diálogo; •da crença à reflexão, volta-se para a análise do processo de operação do pensamento dos educadores investigados nos momentos de interação dialógica, no que respeita a suas crenças iniciais e ao longo do processo investigativo, referentes às pessoas com quem atuam: do professor para com os seus alunos, do coordenador pedagógico para com os professores e dos especialistas das Secretarias de Educação para com a escola.

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