Componentes Curriculares

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Ensino de geografia

práticas e textualizações no cotidiano

Antonio Carlos Castrogiovanni (Org.)
ISBN: 978-85-87063-40-3
12ª ed. 144 p.
Considerado um clássico no tema, este livro traz importantes contribuições para um ensino mais envolvente e significativo, que leve em conta o cotidiano de crianças e jovens. Os autores, especialistas de renome na área, trazem discussões teóricas e reflexões sobre algumas práticas vigentes nas escolas, tais como a memorização de dados, as nomenclaturas difíceis, as maçantes reproduções de mapas em aulas de geografia e outros conteúdos, sugerindo, em paralelo, ricas atividades favorecedoras ao entendimento e à construção de conceitos pelos alunos.
  • Sumário
    Apresentação

    Apreensão e compreensão do espaço geográfico
    Antonio Carlos Castrogiovanni

    Por que a geografia pode não ser tão interessante?
    A construção da noção de espaço
    Relações espaciais topológicas
    Relações projetivas: pontos de vista
    Relações euclidianas

    A evolução da forma de apreensão do espaço pela criança
    Atividades sobre noção do espaço

    Busca ao tesouro
    Representação de trajetos
    Quem é o vizinho?
    Limites e fronteiras
    Disco voador

    A construção da lateralidade e o mapa corporal
    Atividade sobre lateralidade e o mapa corporal
    O banho de papel
    Lavando o corpo hemisferizado - o equador corporal
    Lavando o corpo hemisferiando - meridiano corporal e a lateralidade
    Construindo os limites do mapa corporal: o nosso corpo em planta baixa refletindo o outro

    A representação espacial
    A cartografia
    Orientação
    Atividades sobre representação espacial

    Construindo os pontos cardeais na sala de aula
    O jogo de futebol
    Coordenadas geográficas
    Localizando os elementos no espaço

    A compreensão das legendas: leitura da linguagem cartográfica
    Atividades sobre leitura cartográfica
    Construindo signos - formando legendas
    Passeando pela cidade

    A noção de escala
    Atividades sobre a noção de escala
    Planta baixa da sala de aula
    Distancia entre pontos
    A caixa de sapatos e a minissala de aula

    Projeções cartográficas
    Atividades sobre projeções cartográficas
    Da laranja à compreensão das projeções
    Projeções cilíndricas, cônicas e planas

    A organização espacial
    Atividades sobre organização do espaço
    Organização do espaço de um estabelecimento econômico
    Refletindo a organização especial de uma área urbana
    Parte I  - O surgimento das cidades
    Problematizações
    Parte II - A cidade de Sitiolândia/RS em três momentos
    Dados para a contextualização

    A construção de maquetas
    Passos para fazer uma maqueta
    Elaboração do projeto
    A execução da maqueta

    A maqueta e o mapa
    Palavras finais
    Referências


    Estudar o lugar para compreender o mundo 
    Helena Copetti Callai

    As várias possibilidades de estudar o lugar
    O mapa como possibilidade de representar o espaço
    Princípios teórico-metodológicos de uma aula de Geografia
    Uma consciência espacial
    O olhar espacial
    A escala de análise
    A natureza na análise geográfica
    A paisagem
    A estrutura e formação do espaço
    A dimensão histórica
    Mais algumas palavras...
    A difícil seleção dos conteúdos
    Dos conceitos do cotidiano aos conceitos científicos
    As habilidades: mapas e pré-mapas
    O lugar na Geografia
    A análise das paisagens
    Como estudar o lugar
    Observação e descrição
    Comparação e correlação
    Estabelecendo conclusões
    Identidade
    O lugar e o não lugar
    A cultura
    Um laboratório para compreender o mundo
    Estudando o município
    Andando pela rua
    Conhecendo a cidade
    Descobrindo o bairro
    Pensar globalmente e agir localmente
    Referências


    Geografizando o jornal e outros cotidianos: práticas em geografia para além do livro didático 
    Nestor André Kaercher

    Geografia: uma ciência classificatória
    O compromisso docente

    Ouvir os alunos
    Sistematizar as discussões e ideias levantadas
    Provocar dúvidas
    Sistematizar as dúvidas e descobertas
    Produzir surpresas

    Geografizando o jornal
    Reportagem 1: Sul gaúcho tem IDH semelhante ao Nordeste
    Reportegem 2: Pará tem fraude em registro de terras
    Reportgem 3: Reino Unido tenta deter êxodo urbano

    Práticas do cotidiano
    Pesquisa de preço da ração essencial
    Entrevista com idosos
    Entrevista com os avós
    Escala e mapas com o uso do jornal
    Colagem com música
    Viajando no mapa-múndi
    Técnica da frase e do minuto

    Algumas certezas e outras tantas dúvidas
    Referências

     
  • Trecho
    Apresentação
    Antonio Carlos Castrogiovann

    Em todos os seminários e encontros de professores de Geografia, dos quais participo, discute-se a necessidade de instrumentalizar os alunos para lidarem com a espacialidade em múltiplas dimensões, analisando-se as contradições e os conflitos sociais do cotidiano, e encaminhando-se para a compreensão da realidade social refletida nos diferentes lugares. O objetivo principal de estudo em Geografia continua sendo o espaço geográfico, entendido como um produto histórico, como um conjunto de objetos e de ações que revela as práticas sociais dos diferentes grupos que vivem num determinado lugar, interagem, sonham, produzem, lutam e o (re)constroem. A Geografia escolar, para dar conta desse objeto de estudo, deve lidar com as representações da vida dos alunos, sendo necessário sobrepor o conhecimento do cotidiano aos conteúdos escolares, sem distanciar-se, em demasia, do formalismo teórico da ciência. Em outras palavras, é fundamental proporcionar situações de aprendizagem que valorizem as referências dos alunos quanto ao espaço vivido. Estas referências emergem das suas experiências e textualizações cotidianas. No saber geográfico devem estar incluídos conceitos como: localização, orientação, representação, paisagem, lugar e território e valorizadas algumas ferramentas, como a cartografia, que instrumentaliza o aluno para ser um leitor e mapeador ativo, consciente da perspectiva subjetiva na escolha do fato cartografado e marcado por juízo de valor.
    Por outro lado, faz-se necessário que os professores criem condições de trabalho que favoreçam as diferentes estratégias cognitivas e ritmos de aprendizagem, para que o aluno aprenda de forma ativa, participativa, evoluindo dos conceitos prévios aos raciocínios mais complexos e assumindo uma postura ética, de comprometimento coletivo. O livro Ensino de Geografia: práticas e textualizações no cotidiano parte deste ideário, tendo como grande desafio delinear propostas pedagógicas que possam auxiliar os professores a organizar atividades de ensino mais envolventes, visando à aprendizagem significativa.
    Reúne, além do meu texto, outros dois capítulos da autoria de colegas que também apresentam significativa experiência docente em Ensino Fundamental e Médio, todos nós atuando, nesse momento, em disciplinas de metodologia e prática de ensino em Geografia em diferentes universidades do Estado. O primeiro capítulo, de minha autoria
    – Apreensão e compreensão do espaço geográfico, parte da construção das noções iniciais que constituem o conceito de espaço geográfico, textualizando e exemplificando a discussão teórica com sugestões que poderão ser desenvolvidas com os alunos desde a Educação Infantil ao Ensino Médio.  O segundo capítulo
    – Estudar o lugar para compreender o mundo, da Profa. Helena Copetti Callai, enfatiza a dimensão da realidade local como significativa e necessária para a efetiva compreensão do espaço geográfico. Textualiza práticas que asseguram, a partir do estudo local, uma visão mais crítica e particular do mundo.  O terceiro e último capítulo, do Prof. Nestor André Kaercher
    – Geografizando o jornal e outros cotidianos, como o título coloca, apresenta práticas em Geografia para além do livro didático, sugerindo diferentes leituras e práticas que encaminham os alunos a uma postura crítica frente ao cotidiano. O objetivo principal deste livro é contribuir para o permanente repensar dos professores da área. As experiências relatadas poderão servir de referência para a construção de outras que persigam o mesmo ideário, em todos os graus de ensino, sugerindo-se, para tanto, que sofram as adaptações necessárias. O desafio está em não apenas avançar nas discussões teóricas, mas oferecer sugestões para a prática educativa, instigando a criatividade de cada professor.

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