Fundamentos Pedagógicos

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Drogas

o papel do educador na prevenção ao uso

José Vicente Lima Robaina
ISBN: 978-85-7706-051-1
ed. 128 p.
Dados atuais mostram que o país enfrenta sérios problemas relacionados às questões do uso abusivo e do tráfico de drogas por adolescentes. Esta publicação apresenta, com pioneirismo, fundamentos teórico-práticos sobre as formas de tratar o problema no contexto escolar. O autor, atuante na área, defende e orienta programas de formação para coordenadores pedagógicos, professores, alunos, pais e comunidades sobre prevenção à drogadição. Destina-se a gestores, educadores, pais e sociedade em geral.

 
  • Sumário
    Palavras iniciais
    Relato de um educador


    Drogadição no mundo globalizado
    Rituais de iniciação ao uso de drogas
    Exclusão social e drogadição

    Drogadição e adolescência
    Caracterização geral da adolescência
    O adolescente e seu grupo
    Pesquisas sobre adolescentes e drogas

    Drogadição e família
    Terapia familiar

    Drogadição e escola
    Drogadição e os Parâmetros
    Curriculares Nacionais
    Pesquisas com adolescentes nas escolas

    Drogadição e projetos de prevenção
    Política nacional em relação à drogadição
    Projetos de prevenção ao uso
    de drogas no âmbito escolar
    Projeto vida, paz e esperança
    Projeto do Morro da Cruz
    (Instituto Leonardo Murialdo)
    Projeto de Prevenção ao
    Uso de Drogas na Escola (PPUDE)
    Dados sobre programas de prevenção ao uso de drogas

    Formação dos professores e uso de drogas
    Repensando a formação universitária
    Rumo à formação continuada
    Saberes docentes e prevenção ao uso de drogas

    O programa de prevenção da Escola Vida
    Conhecimentos e concepções dos professores
    Conhecimentos e concepções
    dos jovens e adolescentes
    A opinião da comunidade

    Considerações finais

    Referências

     
  • Trecho
    O adolescente e o seu grupo
    Trecho retirado do capítulo 2, págs. 22-23
     
    O adolescente valoriza mais o grupo de amigos do que a sua própria família. Obedece às regras que o grupo estabelece, não importando se elas não forem semelhantes às regras impostas por seus pais em casa. Os grupos de adolescentes elaboram normas, sendo muito rígidos na cobrança de seu cumprimento. A pressão exercida pelo grupo poderá influenciar e muito no posicionamento que o adolescente irá tomar em relação ao mundo. Muitos desses grupos têm como regra usar cabelos compridos, brincos, tatuagens e também o uso de drogas, principalmente a maconha. O adolescente vê-se obrigado a aceitar essas regras a fim de poder ingressar no grupo. Entrar ou não para o mundo das drogas passa a ser questão de detalhe e, nessa busca pela identidade, o adolescente contará com o relacionamento familiar. Na falta de apoio familiar, certamente vai buscá-lo no grupo. Se a droga for um dos valores importantes de seu grupo, isso pode levar o adolescente novo no grupo a usá-la, de início “só para experimentar”.
    Os pais, ao descobrirem que o filho usa drogas, iniciam uma batalha de questionamentos e de brigas, o que tende a aumentar o problema. Em vez de apoio, o adolescente recebe dos familiares censuras. O problema pode aumentar se os pais e demais familiares não perceberem o erro a tempo. Assim, o adolescente passa rapidamente de “experimentador para “usuário de fim de semana” até tornar-se “dependente químico”. Segundo Santos (2004), a onipotência juvenil faz o jovem acreditar que nada pode lhe acontecer. Ele tudo pode, como transar sem camisinha e usar drogas; nada de ruim lhe acontece, como gravidez indesejada, AIDS, Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs) e dependência química. Esse autor enfatiza o maior risco de dependência química em jovens com dificuldades na capacidade de se reconhecer como indivíduos capazes e na capacidade de lidar com figuras de autoridade. Eles sentem necessidade de desafiar e transgredir compulsivamente.
    Erikson (1968) considera a adolescência como um período decisivo na formação da identidade, que se realiza de diversas maneiras, variando de cultura para cultura. O elemento comum entre as culturas é a necessidade do reconhecimento significativo das realizações do adolescente. Um forte sentido de identidade é essencial para a verdadeira maturidade atingida posteriormente pelo indivíduo. Apenas na vida adulta esse sentido emergirá.
    Ribeiro (2005, p.47-48), em seu livro Drogas na escola: prevenir educando, afirma o seguinte com relação à questão da identidade dos adolescentes: por vezes, a nova consciência de si mesmo oferece insegurança, e a droga, aparentemente, fornece um alívio para esse momento de confusão”. E ressalta a importância da escola nesse processo: “faz-se necessário criar meios para evitar que, para alguns a possibilidade de saída da crise seja uma opção superficial. E é esse um papel importante da escola ao qual ela hoje não pode se furtar. Dentro dessa perspectiva complexa, os educadores precisam buscar condições para que nossos alunos adolescentes possam conviver nas escolas em condições de segurança em relação à problemática da drogadição.

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