Educação Infantil

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Criança pede respeito

Ação educativa na creche e na pré-escola

Altino José Martins Filho (Org.)
ISBN: 978-85-7706-003-0
ed. 224 p.
A educação infantil, compreendida como construção social e histórica, assim como a ação mediadora dos educadores são abordadas neste livro como temas centrais no trabalho com bebês e crianças. Os textos apresentam fundamentos teórico-práticos sobre culturas da infância, organização do espaço nas creches, desenvolvimento infantil e exemplos concretos de brincadeiras e falas de crianças e educadoras em instituições de educação infantil de Florianópolis. Leitura interessante a coordenadores pedagógicos, gestores, estudantes, professores e pais.
  • Sumário
    Introdução

    Crianças: traços e retratos que a diferenciam
    Altino José Martins Filho (Org.)

    Marcas do cotidiano: um clique nas culturas infantis
     
    Crianças e adultos: marcas de uma relação 
    Altino José Martins Filho

    Como se dão as relações sociais entre adultos e crianças?
    Entre o permitido e o transgredido: tensões e contradições
    nas práticas de socialização entre adultos e crianças
    "Deixa, quando ela voltar, pega o balanço pra gente!"
    Crianças e suas marcas de alteridade
    Criando espaços de resistência
    Regras e estratégias nos processos de socialização
    Onde ficou a infância dos adultos?
     
    A participação das crianças nas práticas pedagógicas na Educação Infantil 
    Kátia A. Agostinho

    Democracia e participação:
    elementos-chave para a justiça social
    Reconhecimento das crianças como cidadãs
    Educação Infantil democrática e participativa
    Consulta versus participação
    Finalizando este texto-conversa
     
    Creche e pré-escola é "lugar" de criança?
    Kátia A. Agostinho   

    Um lugar de brincadeira
    Um lugar de liberdade
    Um lugar para se movimentar
    Um lugar para se encontrar
    Um espaço para viver coletivamente
    Um lugar para ficar só no seu canto
    Um lugar para sonhar
     
    "Você viu que ele já está ficando de gatinho?" Professoras de creche e desenvolvimento infantil
    Fernanda C. Dias Tristão

    A criança nos fios da modernidade:
    o papel da psicologia do desenvolvimento
    Concepção de criança-bebê: determinante de práticas
    Práticas pedagógicas pautadas nas "nossas"crianças
    Para finalizar
     
    A sutil complexidade das
    práticas pedagógicas com bebês
    Fernanda C. Dias Tristão 

    Um trabalho que não se vê, que não se valoriza
    Uma jornada bem-intencionada
    Contextos educativos humanizantes
    Aprendizagem fundamental: mediação e interação
    Experiências que valem a pena ser narradas
    Experiências significativas para as crianças?
    Experiências essenciais
    Cultivando-se ambientes "generosos"
    O extraordinário com crianças pequenas
     
    A "hora da atividade"
    no cotidiano das instituições
    Ilona Patrícia Freire Rech

    Atividades impregnadas do modelo escolar?
    Atividades que servem para "ensinar" coisas?
    Um tempo de direitos, um tempo a ser vivido
    Práticas cristalizadas que se evidenciam nas rotinas
    Ultrapassando as velhas retóricas em termos de rotinas
    Para a professora, uma atividade;
    para a criança, um diálogo com o mundo
    Atividade: momentos de múltiplos fazeres e saberes
    A singularidade plural
    Tempo de ser criança?
    Um espaço de ensaio, de imaginação, de questionamento
     
     
  • Trecho
    Introdução
    Crianças: traços e retratos que as diferenciam­

    (...) Este livro pretende chamar atenção para as formas de constituição das crianças, traços e retratos que as identificam e as diferenciam, pois essas não existem no singular, sendo mais apropriado falarmos em crianças, que, juntas, em sua pluralidade, formam a categoria infância. Dessa forma, referimo-nos aos meninos e às meninas que são negros, brancos, amarelos, vermelhos, mulatos, moradores dos morros, da zona rural e urbana, em zonas de imigração, que frequentam cinema, shoppings, jardins de infância particulares, creches e pré-escolas públicas ou que estão nos estacionamentos, semáforos e nas ruas, driblando a exclusão social e tentando sobreviver em atividades de trabalho... Contudo, podemos inferir que a variedade de vivências e contextos socioculturais das crianças permitem-nos falar não numa infância, mas em infâncias que são múltiplas e plurais nas suas mais diversas formas de manifestações e produções culturais. Assim, antes de tudo, esclarecemos que, neste livro, estaremos preferencialmente nos reportando às crianças pequenas que vivem suas infâncias em instituições de educação coletiva, tais como creches e pré-escolas. Sendo assim, após explicitarmos a compreensão de crianças e infâncias que nos acompanhará ao longo dessa obra, declaramos que nossa travessia para o mundo dos atores, crianças, é repleta de dúvidas, inquietações, indagações e incertezas... Assumimos essa posição para buscar desvelar as manifestações que são próprias do universo cultural das crianças pequenas, bem como para desconstruir e relativizar algumas certezas que tínhamos em relação à sua educação, para passar a pensar sobre o enigma que a infância, a cada dia, se torna para nós, adultos, assim como alerta Larrosa (1998). Nesse início de conversa, é importante ressaltar que o objetivo dos autores é dar visibilidade à infância como categoria social e cultural, tomando como base a produção teórica no âmbito da sociologia da infância, área de conhecimento que recentemente passou a se preocupar em perspectivar algumas ideias em torno das crianças como atores sociais e produtores/reprodutores de culturas­.Desse modo, sustenta-se a necessidade de se rever as posturas das investigações sobre as crianças, propondo-se um olhar que as considere como sujeitos empíricos, com voz, vez e expressões próprias. Por esse enfoque, é possível ver as crianças a partir de suas experiências e manifestações, principalmente aquelas construídas por meio das relações estabelecidas com seus pares e não mais como sujeitos passivos, ainda que elas sejam interdependentes dos adultos ou de outros grupos sociais, como, por exemplo, a família, os contextos institucionais de educação e o Estado. Esse quadro de compreensão sobre as crianças amplia e modifica os estudos sobre a infância, traçando caminhos para além do paradigma “psicopedagógico e biopsicológico que as compreende como objetos passivos de socialização e produção cultural numa ordem social adulta” (FERREIRA, 2002, p. 39). Com isso, destacamos que, na concepção da sociologia da infância, a noção de socialização é reformulada, não mais considerando as crianças como sujeitos que necessitam simplesmente se adaptar às regras, hábitos e valores sociais do mundo dos adultos. Tal abordagem pretende ultrapassar a compreensão de socialização que apenas encara as crianças vivendo processos de “inculcação e enquadramento de padrões sociais dos adultos” (DURKHEIM, 1984). (...)
    Altino José Martins Filho


     

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