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Criança e pintura

ação e paixão do conhecer

Sandra Richter
ISBN: 978-85-8706-383-0
ed. 136 p.
O como as crianças lidam com as cores, as palavras que acompanham os seus “movimentos” e a interação entre elas, enquanto desenham e pintam, precisam ser observados e levados em conta pelos adultos. Nos primeiros capítulos do livro, encontra-se uma completa e profunda retomada teórica sobre desenvolvimento infantil e arte, fundamental a todos que lidam com crianças. Com base nessa teoria, Sandra Richter apresenta, então, sua rica experiência com formação de professores mediadores em escolas de Educação Infantil. Recomenda-se o livro também a professores dos anos iniciais.
  • Sumário
    Apresentação

    Marcas de uma história de professora

    Introdução
    Educação e arte na infância

    Infância e imaginação criadora
    Bachelard e a infância
    Imaginação criadora e conhecimento
    Ficção e construção
    O poético e a inseparabilidade
    entre conhecimento e criação

    Criança e pintura no contexto educacional
    A cor como ação e paixão da luz
    A criança e a cor
    Pintura e conhecimento
    A criança e a linguagem pictórica
    O espaço da experiência pictórica
    no contexto educacional

    Pintando no tempo e espaço do cotidiano
    Os procedimentos no cotidiano
    A construção do percurso com
    a professora e as crianças
    O tempo da admiração
    Os instrumentos pictóricos e a criança
    O tempo da realização
    O jogo construtivo com a cor
    O tempo da invenção
    O sol e a festa
    O carro do futuro
    Os bichos
    A alegria de falar
    A mediação pedagógica
    Brincando e aprendendo

    Os tempos da aprendizagem pictórica
    Os tempos da admiração, realização e invenção
    Experiência pictórica e educação infantil

    Referências
  • Trecho
    Apresentação 
     
    Apresentar o livro de Sandra Richter é um prazer e uma honra, além de oportuno momento para reafirmar cumplicidade acerca de questões que me parecem essenciais para a educação atual. Sandra e eu iniciamos nossas observações e questionamentos acerca do ato criador de pintar no trabalho em Escolinhas de Arte. Várias décadas expandiram nossas indagações, assim como reforçaram valores e convicções. O reencontro no grupo dos Afetos, nome com o qual carinhosamente nos referimos aos integrantes do Grupo de Estudos em Educação e Arte (GEARTE), fortaleceu nossa interlocução, uma vez que nos interessamos por aprofundar a compreensão das relações entre Arte, Educação e Vida.  
    Temos sido parceiras na crença de que o pensamento visual é imprescindível não só para os atos criadores das artes plásticas, mas para compreensibilidades que tramam educação, cultura e estética do cotidiano. Neste cotidiano estão os acontecimentos que nos afetam como educadores, mas, sobretudo, como seres capazes de pensar complexamente a cultura visual que se está plasmando fora de nosso controle como uma espécie de supernatureza. 
    A originalidade do texto de Sandra vem do tratamento poético que ela dá às reflexões, o que possibilita analisar o sentido das experiências por ela apresentadas não apenas em sua carga narrativa, mas em sua essência imagética. Isso exige a sensibilidade do leitor como um desafio para interconexões de seu imaginário com percepções que ele mesmo tenha urdido em sua prática assim como em seu repertório de referências e conceitos para compreensões visuais.
    Sandra procura mostrar como o envolvimento de adultos e crianças se faz na interação poética e como ela atravessa o campo da imanência pessoal para repercutir nas estratégias de seu entendimento. Isso faz transparecer o trabalho de um pensamento artista? a se exercer na abrangência do seu ser e estar na atuação pedagógica.
    Publicações como esta são importantes e urgentes, na medida em que trazem contribuições para reelaboração do conceito de aprendizagem e da noção de interação com a vida e a cultura estética cotidiana. 
    Ao mesmo tempo renova o olhar sobre a diferença das atuações que emergem da relação entre imagem, gesto e forma, algo que é acervo aperfeiçoado historicamente pelo fazer artístico. Tal acervo torna-se indispensável como recorrência, na medida em que as aprendizagens demandam sempre conexões entre imanência e transcendência. Para não permitir que transcendência seja confundida com virtualidade maquínica como a da cultura atual, o trabalho com as artes visuais, em consonância com processos criadores de ação pedagógica, aparece como substancial. 
    Sandra expõe, em sua obra, tal possibilidade: pensar processos de materialização de virtualidades que se atualizam na confluência dos campos imbricados de arte, educação e cultura. Pensá-lo torna-se exercício poético de uma esteticidade plasmadora de imagens seminais, das quais a infância se apodera, na sua ânsia de crescimento, para alcançar múltiplas instâncias de saber. Pensamento que requer estratégias que geralmente são delegadas às narrativas lógicas e analógicas da práxis escolar, mas sem o cuidado específico sobre a sua relação com a imagética pessoal e social. 
    A ignorância sobre as implicações das interconexões de narrativas com imagens leva fatalmente à desconsideração do sensível, da riqueza dos afetos e perceptos mais importantes do processo de crescimento espiritual, desafio maior da contemporaneidade.  
    Marly Ribeiro Meira

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