Fundamentos Pedagógicos

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Coordenação pedagógica e orientação educacional

princípios e ações em formação de professores e formação do estudante

Lilian Feingold Conceição
ISBN: 978-85-7706-050-4
ed. 120 p.
Esta obra trata de um tema intrigante, como denomina a autora. Os capítulos se desenvolvem em torno da formação continuada dos professores e da formação do estudante. Pretende contribuir com equipes técnicas e pedagógicas das escolas no sentido de potencializar sua tarefa de mediação das aprendizagens de professores e alunos, sugerindo-lhes a abertura de um espaço na grade curricular de “formação do estudante” para melhor orientá-lo em seus estudos, pesquisas, projetos de vida e relacionamentos interpessoais.
  • Sumário
    Apresentação

    Atores e cenas do contexto educacional
    A escola
    O professor
    A coordenação pedagógica
    A proposta pedagógica e as ações de acompanhamento
    O estabelecimento da parceria e do clima de
    cooperação dentro da equipe pedagógica
    Como manter a formação contínua dentro da escola?
    Avaliação e recuperação paralela
    Atividades extracurriculares, estudos do meio,
    trabalhos de campo, eventos, viagens e formatura
    Pais, matrículas e pesquisa de satisfação
    A psicologia na escola

    Proposições e princípios para
    a formação do estudante

    Primeiro passo: a busca de coerência
    A tutoria
    A orientação educacional
    Orientação profissional
    As reuniões de pais
    O caminho que não deveríamos trilhar (provocações sobre o panorama encontrado)
    O que é possível fazer nessa perspectiva apresentada?

    Uma disciplina de formação do estudante
    Organização da grade curricular
    e a disciplina de formação do estudante
    A concepção inerente à estrutura apresentada
    Por que uma disciplina?
    Orientação permanente dos estudos
    Metodologia científica
    Escolha profissional e acadêmica
    O manejo na formação do estudante: qual deveria
    ser a concepção inerente à dinâmica do trabalho?

    Relatos de experiências de acompanhamento
    a alunos em realidades diferenciadas

    Relato de experiência I
    Primeiro encontro
    Segundo encontro
    Terceiro encontro
    Quarto encontro
    Relato de experiência II

    Construção de bases reais e factíveis nas escolas
  • Trecho
    A coordenação pedagógica
    Trecho retirado do Cap.I págs. 21 e 22

    A atividade pedagógica exige dedicação, empenho, talento e, principalmente, capacidade de funcionar em equipe. O grupo de trabalho é o maior valor que uma escola pode ter, pois em equipe (e na equipe) serão planejadas as ações desenvolvidas para a aprendizagem dos alunos. No entanto, a vida em grupo não é fácil, e resta-nos o paradoxo humano: necessidade de se agrupar e, concomitante, a de preservar o indivíduo, com suas características, ideais e crenças. Para que a equipe pedagógica se constitua como grupo de trabalho, serão necessárias ao coordenador a habilidade de manejo de situações de grupo e acessibilidade aos indivíduos, a liderança desse processo comum, a ampliação das possibilidades individuais e a visão estratégica de todo o processo. Talvez se deva a essas características o fato de essa função ter-se tornado um tema intrigante desde que os sistemas de ensino foram adotados em larga escala na educação brasileira. Essa instância de referência do trabalho pedagógico de uma instituição tornou-se grande incógnita, visto que, dentro desse modelo, pode transformar-se em zelador da fidelidade em relação ao uso das ferramentas formatadas e em comunicador de processos pensados fora da ação do docente responsável pela execução dessa tarefa na escola. Em cenário mais construtivo do ponto de vista da elaboração do modelo pedagógico da escola, ele teria a possibilidade de agir como produtor de situações educacionais e articulador dos demais profissionais responsáveis pelos diferentes tipos de saber. A proposição de uma educação afim com a concepção piagetiana de inteligência é enorme ganho para a educação brasileira, posto que norteia as práticas por uma base comum, cuja maior finalidade é o desenvolvimento das capacidades intelectuais humanas.
    Analisando o perfil de um coordenador pedagógico orientado pelo desenvolvimento de habilidades (de forma crescente em complexidade e grau de dificuldade para o aluno), refletiremos sobre o papel fundamental desse profissional na aprendizagem do aluno, como mediador desse processo. A tarefa, partindo dessa concepção, é a de nutrir esse complexo de relações, fornecendo subsídios para trabalho pedagógico coletivo, assertivo e significativo. Enfrentar a possibilidade de fracasso dos alunos é encarar parte intrínseca da ação educativa, respondendo ao equivocado discurso social que parece crer na educação como se ela fosse infalível e certeira ao mesmo tempo, e qualidade equivalente para todos os alunos (ignorando as condições específicas da individualidade e dos momentos pessoais vividos durante o período da escolarização básica).
    Na ação direta com a equipe docente, o coordenador pedagógico tem a função de atuar como catalisador das propostas do grupo e de favorecer a clareza quanto às necessidades da aprendizagem planejada e às ações decorrentes dessas intervenções. Perante a instituição, é o responsável pelas ações de uma equipe e o interlocutor qualificado dos participantes desse segmento (professores, alunos, pais e funcionários) junto à direção da escola e à sociedade.
    As funções da coordenação pedagógica são amplas. Sendo responsável pelo trabalho pedagógico de uma série ou de um segmento, o coordenador deve ter em mente a gama de expectativas que hoje recaem sobre seu trabalho, especialmente na rede privada de ensino.

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