Inclusão e Educação Especial

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Avanços em políticas de inclusão

O contexto da educação especial no Brasil e em outros países

Claudio Roberto Baptista et al.
ISBN: 978-85-7706-042-9
ed. 232 p.
Este livro apresenta estudos associados à configuração das políticas de inclusão escolar e da educação especial em vários municípios e Estados do Brasil, trazendo aportes enriquecedores em relação ao contexto italiano e francês. Quais os impactos das reformas educacionais em curso nas dimensões política, pedagógica e administrativo-financeira no âmbito das escolas? Que efeitos produzem os programas de formação de professores? Essas e outras perguntas remetem à questão principal dos autores: avançamos em educação inclusiva?
  • Sumário
    Introdução - Políticas de inclusão: para iniciar o diálogo - Claudio Roberto Baptista (UFRGS) e Denise Meyrelles de Jesus (UFES)

    À italiana? Uma análise do percurso histórico da inclusão escolar - Claudio Roberto Baptista (UFRGS)

    Política do handicap e a inclusão escolar no contexto francês - Enicéia Gonçalves Mendes (UFSCar)

    Políticas de inclusão escolar no Espírito Santo: tecendo caminhos teórico-metodológicos - Denise Meyrelles de Jesus (UFES)

    Educação especial em municípios paulistas: histórias singulares ou tendência unificadora? - Rosângela Gavioli Prieto (USP)

    Tramas e redes na construção de uma política municipal de educação inclusiva - Katia Regina Moreno Caiado (UFSCar) e Adriana Lia Friszman de Laplane (UNICAMP)

    Política de educação inclusiva em municípios do Estado do Pará: atendimento e formação de professores - Ivanilde Apoluceno de Oliveira (UEPA) e Tânia Regina Lobato dos Santos (UEPA)

    Direito à diversidade: estudo de caso de um município-polo Mônica de Carvalho Magalhães Kassar (UFMS) e Edelir Salomão Garcia (UFMS)

    Política de educação inclusiva e trabalho pedagógico: uma análise do modelo de educação especial na educação básica - Rosalba Maria Cardoso Garcia (USP)

    Paradoxo da formação docente na política de educação inclusiva do Estado de Santa Catarina: a perspectiva clínica como sustentação do trabalho escolar - Maria Helena Michels (UFSC)

    Formação continuada de docentes: algumas reflexões sobre a sua contribuição para a educação inclusiva - Lúcia de Araújo Ramos Martins (UFRN)

    As políticas de formação do professor e a
    construção de processos educativos inclusivos: dilemas e possibilidades
    - Maria Aparecida Santos Corrêa Barreto(UFES)

    O aluno com necessidades educacionais especiais do ensino médio no Município de Curitiba: indicativos iniciais para as políticas públicas - Laura Ceretta Moreira (UFPR) e Taís Moura Tavares (UFPR)

    Gestão da educação em atenção às necessidades especiais: entre o discurso oficial e o discurso do professor - Theresinha Guimarães Miranda (UFBA)

    O direito à educação para a pessoa com deficiência: considerações acerca das políticas públicas - Soraia Napoleão Freitas (UFSM)
  • Trecho
    Deficiência, pobreza e educação
    Trecho retirado do Cap. 5 págs. 80-81

    Quais são os dados da realidade? No Brasil, dados do IBGE do último censo demográfico revelam que há 16 milhões de analfabetos; no entanto, ao se considerar a definição de analfabeto como sendo a pessoa com menos de quatro séries de estudo concluídas, o número sobe para 30 milhões de brasileiros, considerando a população de 15 anos ou mais (INEP, 2003).
    Na história da educação especial o quadro de exclusão repete a exclusão social e educacional das camadas populares em nosso país (JANNUZZI, 2004). Pinheiro (2003, p.109) afirma que, na área da deficiência, a trajetória das políticas públicas no Brasil se apresenta em três fases distintas e que coexistem: a tradicional-caritativa, a de reabilitação e a da autonomia pessoal ou vida independente. Os dados do censo escolar de 2000 (NERI, 2003) revelam que a maioria das pessoas com deficiências no Brasil vive, ainda hoje, da caridade e da assistência, porque não tem renda e nem acesso aos serviços e bens públicos que garantem a dignidade da vida. Ao se tomar como exemplo a educação, verifica-se que, dentre as pessoas com deficiências consideradas como limitações mais severas, o percentual de indivíduos sem instrução é de 42,5%, enquanto para o grupo sem deficiência é de 24,5%. Ao se tomar como exemplo o salário mínimo, verifica-se que 32,02% da população brasileira têm renda familiar per capita inferior a meio salário mínimo, sendo que, dentre as pessoas com graves deficiências, 41,62% vivem nessa condição. Pobreza e deficiência se entrelaçam nas regiões mais pobres e miseráveis do país.
    O panorama brevemente apresentado indica que a implementação de uma política de educação inclusiva não pode prescindir de uma formulação que seja capaz de prever a integração efetiva com outros setores e esferas da vida social. Assim, é nossa hipótese que as relações entre a educação, a saúde, o transporte e a assistência social terão um papel importante nas próprias possibilidades de sucesso dessa política.

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