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Avaliação mito e desafio

(formato de bolso)

Jussara Hoffmann
ISBN: 978-85-87063-08-3
45ª ed. 160 p.
Este é o primeiro livro escrito pela autora, um best-seller no gênero e leitura recomendada em concursos, universidades e programas de formação docente. Constitui-se na introdução à teoria de avaliação mediadora por ela delineada, destacando-se, até hoje, pela forte crítica à avaliação classificatória na avaliação da aprendizagem, de caráter eliminatório e excludente, ainda vigente nas escolas do país. Com vários exemplos de sua própria experiência e a de outros professores, busca apontar caminhos para se ressignificar a avaliação como acompanhamento e mediação da aprendizagem dos alunos, ressaltando o sério compromisso de gestores e professores nesse sentido. Embasada em teorias construtivistas e sociointeracionistas, alerta sobre as influências teóricas comportamentalistas sobre a prática avaliativa vigente, a inadequação do sistema de notas e médias na análise do desempenho escolar, dos pareceres descritivos classificatórios na Educação Infantil, entre outros.
 
  • Sumário
    Prefácio
    Danilo Gandin

    Introdução

    Avaliação e aprendizagem
    A avaliação: um monstro de várias cabeças
    A dicotomia educação e avaliação
    Configurações teóricas

    Avaliação: mito e desafio
    Uma concepção em discussão
    Influências do modelo de Ralph Tyler
    Desafiando o mito

    Imprecisões da terminologia:
    o significado do testar e do medir

    O significado das notas e conceitos
    O uso equivocado dos testes
    A injustiça da precisão

    Avaliação como mediação
    Uma concepção de erro construtivo
    Fazer e compreender
    Corrigir por quê?
    Linhas norteadoras

    Avaliação na educação infantil?
    Posturas pedagógicas que se perpetuam na Educação Infantil
    Os elos da corrente: observação e reflexão
    Encaminhando uma proposta

    Por uma ação mediadora
    Em oposição à visão liberal
    Conselhos de classe: burocracia ou cooperação?

    Imagens representativas de avaliação


     
  • Trecho
    Apresentação
     
    Parece-me que desde sempre estive preocupada com a avaliação! Muito jovem, aos 18 anos, já estava lecionando em uma escola particular de Porto Alegre, no então curso primário. E já me era penosa a responsabilidade de avaliar minhas crianças. Acompanhei a Reforma do Ensino, a introdução da Escola Nova, a transição de notas para conceitos, o surgimento de vários pareceres e resoluções sobre avaliação. Recém-formada na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, em 1974, passei a lecionar português no 1º e 2º graus (atualmente denominados Ensino Fundamental e Médio).
    E, se antes já era difícil avaliar, a tarefa tornou-se ainda mais desafiadora. Somei, igualmente, às minhas dúvidas as de todos os professores com quem trabalhei no exercício das atividades de supervisão.
    Assim, foi natural o meu envolvimento completo e apaixonado com a avaliação no Pós-Graduação da Universidade Federal do Rio de Janeiro. É certo que, nesse curso, não alcancei todas as respostas que eu pretendera obter. Ao contrário, meus estudos deram origem a muitas perguntas. E tenho sido uma incansável questionadora desde então!
    O caminho trilhado pela avaliação tem sido difuso, complicado e absolutamente malsucedido. E digo isso porque tenho sido, principalmente, uma ouvinte atenta de muitas histórias de avaliação. E como, às vezes, são divertidos esses casos contados! As pessoas, nos grupos, reagem como às anedotas. O que me preocupa cada vez mais! As risadas sugerem fortes críticas aos fatos narrados, mas em que medida os professores ultrapassam tais críticas e sugerem uma trajetória alternativa à prática contestada?
    A ideia deste livro surgiu dos meus alunos. Vários deles repetiram que eu tinha a responsabilidade de 
    contribuir para ampliar o universo dos professores preocupados com as minhas questões. E esse transformou-se, de fato, no objetivo principal do meu livro, o de reunir um maior número de professores em torno de uma pergunta fundamental: por que avaliar?
    Percebo que é essencial e urgente o repensar do significado da ação avaliativa da Educação Infantil à Universidade. Quaisquer práticas inovadoras irão se desenvolver em falso se não alicerçadas por uma reflexão profunda sobre concepções de avaliação e de educação.
    Procurei reunir nesse livro alguns estudos que emergiram, justamente, da tentativa de encaminhar tais reflexões junto a professores e estudantes. Daí que esse é um livro que contempla algumas histórias que ouvi e muitas perguntas. Com as histórias procuro desvelar o mito da avaliação, desacomodando práticas rotineiras, automatizadas. 
    As perguntas representam um desafio aos professores e gestores, provocando-os a descobrir caminhos para se contrapor ao mito.

    A autora

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