Avaliação

Avaliação
Alta resolução +
De R$ 30,00 por R$ 21,00

Avaliação mediadora

uma prática em construção da pré-escola à universidade (formato de bolso)

Jussara Hoffmann
ISBN: 978-85-87063-09-0
33ª ed. 176 p.
Como efetivar uma avaliação mediadora diante das condições atuais do ensino? Essa pergunta recorrente dos leitores do primeiro livro da autora suscitou esta publicação. Em resposta aos leitores, Jussara Hoffmann apresenta práticas avaliativas desenvolvidas em vários segmentos do ensino, da Educação Infantil à universidade, analisando e aprofundando fundamentos básicos da avaliação mediadora quanto à metodologia, à correção de testes e de tarefas avaliativas, ao papel mediador do professor, à elaboração de testes, de registros e relatórios de avaliação.
  • Sumário
    Introdução

    Por uma escola de qualidade
    Avaliação classificatória e ensino de qualidade?
    Provas e notas: redes de segurança dos professores
    Sucesso na escola e desenvolvimento do educando

    As charadas da avaliação
    Por que um aluno não aprende?
    Os responsáveis pelo fracasso:
    professor, aluno ou sociedade?
    O compromisso do professor
    diante das diferenças individuais

    Uma visão construtivista do erro
    A questão da subjetividade nas tarefas avaliativas
    Gabaritos do professor ou entendimentos do aluno?
    Uma prática mediadora em construção

    Por que corrigir, professor?
    A correção na expectativa
    dos pais, alunos e professores
    Correção ou coerção?
    Aceitar versus valorizar
    Professor, meu trabalho é nota 10?
    O erro não é um pecado!

    Relatórios de avaliação
    O privilégio a questões
    atitudinais na prática tradicional
    Elaborando relatórios de acompanhamento

    Avaliação mediadora no
    ensino médio e no ensino superior

    Posturas conservadoras
    Alunos desinteressados e desatentos?
    Tempo e disponibilidade: entraves do processo?
    O diálogo professor/aluno
    O acompanhamento individualizado
    A formação de um profissional competente

    O círculo amplia-se!
    Uma experiência no Ensino Superior
    Um projeto em desenvolvimento no Ensino Médio
    Avaliação mediadora em prática de ensino

    Avaliação mediadora: uma postura de vida!
    O resgate do cotidiano
    A formação teórica
    O ressignificado da avaliação na escola
  • Trecho
    Introdução
    Este livro representa um compromisso! De encaminhar-se de fato da reflexão à ação – princípio maior de uma postura avaliativa mediadora – e de contribuir para a construção de uma prática alicerçada em tal princípio. No início das investigações sobre o tema, procurei configurar o mito da avaliação sentenciva, em sua concepção de julgamento de resultados finais e irrevogáveis, através dos depoimentos de muitos educandos e educadores. A primeira obra, "“Avaliação mito & desafio: uma perspectiva construtivista"”, de minha autoria, teve como objetivo desvelar os fantasmas da prática tradicional, os alicerces teóricos que nos levaram a exercer tal prática, bem como desencadear a tomada de consciência dos educadores e administradores em geral sobre o significado da manutenção da avaliação classificatória na construção de uma escola libertadora. As questões então desencadeadas reuniram muitos educadores interessados em debatê-las. Essa segunda obra é principalmente consequência dos debates e estudos que se seguiram. Significa ato contínuo, enquanto prosseguimento de discussão, de reflexão, de relato do cotidiano dos professores em termos de avaliação. Ela é resultante de uma constante busca teórica para responder às questões que surgiram nos debates, acompanhamento de projetos e assessoria a escolas e, ao mesmo tempo, imagem, reflexo de vivências de educadores com quem desenvolvi esses estudos nos últimos tempos. Não poderia nomear a todos que se fazem presentes nos exemplos, nos relatos, nos questionamentos desencadeadores dos textos aqui apresentados. Mas posso dizer que são professores de vários lugares desse país, ousados e corajosos a ponto de também tentar desafiar esse mito. Suas perguntas, suas histórias, suas indignações e paixões não poderiam ser expressas em apenas uma obra. Tarefa difícil, igualmente, o aprofundamento em todas as questões sugeridas. Mesmo assim tenho a esperança de que eles se reconheçam como personagens de situações relatadas, assim como encontrem fundamentos para algumas de suas perguntas. Os caminhos porventura traçados representam sempre tentativas provisórias de explicitação teórica sobre alguns procedimentos, descrevem experiências de alguns professores que, em sua (nossa) ousadia, apontam possibilidades dessa prática. Sempre por discuti-las, negá-las, contradizê-las a partir de novas reflexões, do ajuste à realidade de cada professor, de cada escola ou região.
    Esse tem sido o caminho que procurei traçar até então no aprofundamento dos princípios da avaliação mediadora. Formular muitos porquês (que, por vezes, angustiam alguns professores), contar muitas histórias, tendo como ponto de partida, principalmente, as dúvidas e o cotidiano das escolas em avaliação.
    Na maioria das ocasiões, alunos e professores mostraram-se indignados com a avaliação tradicional. Desenharam monstros e os encarceraram, ao menos em suas imagens... Estou apostando na grossura dessas barras! Na transformação do monstro! Talvez, pela tenacidade de muitos educadores em sugerir o amanhã da avaliação como metamorfoses dessas imagens negativas.
    Mas isso exige tempo, amadurecimento, evolução. Os textos desse livro revelam, sobretudo, um tempo em que se discute ferrenhamente uma perspectiva de avaliação que se contraponha à prática tradicional. Porque, não há como negar, nas últimas décadas, o tema ressurgiu com muita força nos meios educacionais.
    É preciso, porém, respeitar a sua complexidade, dignificando toda e qualquer tentativa, respeitando o tempo necessário para o amadurecimento, buscando-lhe o verdadeiro sentido em direção a uma educação igualitária e libertadora que tenha sentido de vida. Leio em Andreola (1993, p.41):
    Este deveria ser nosso desafio maior de intelectuais e de pesquisadores deste fim de século e de milênio: reinventar um conhecimento que tenha feições de beleza; reconstruir uma ciência que tenha sabor de vida e cheiro de gente, num século necrófilo, que se especializou na ciência e na arte da morte, da guerra e da destruição.
    As tentativas nessa direção ampliam-se gradativamente ao longo dos últimos anos. Há muitos e muitos personagens fazendo parte dessa história, acreditando que é preciso trabalhar por uma escola que respeite o educando de todas as idades, que o acolha em suas desesperanças e desperte-lhe confiança no futuro. Anônimos, muitos professores permanecem em silêncio quanto a suas conquistas, humildes e orgulhosos, bastando-lhes o respeito que lhe conferem os alunos. É o meu dever chamar por eles, retirá-los do anonimato e convocá-los à divulgação dos seus feitos. Experiências em avaliação mediadora precisam ser ampliadas, pela conquista de novas parcerias e também pelo ataque aos céticos. Esse continua a ser o desafio maior!

    Jussara Hoffmann

Sugestões de outros títulos:

carregando...