Educação Infantil

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Avaliação e Educação Infantil

um olhar sensível e reflexivo sobre a criança

Jussara Hoffmann
ISBN: 978-85-87063-04-5
22ª ed. 152 p.
Avaliar crianças exige dos educadores muita observação, reflexão, registros diários e grande sensibilidade. Esses são os pontos que se destacam neste livro, já considerado um clássico no tema. Nele Jussara Hoffmann defende que não devemos pensar na avaliação como julgamento de capacidades e aptidões, mas como acompanhamento de todas as manifestações infantis para propor brincadeiras, projetos e atividades adequadas a seus interesses nas diferentes faixas etárias. Nesse sentido, a autora sugere ações favorecedoras do desenvolvimento infantil, um planejamento flexível e dinâmico, a organização de um cenário educativo de jogos e brincadeiras em que a criança seja a protagonista de suas ações, a elaboração de relatórios de avaliação e dossiês para o melhor acompanhamento das crianças, entre outros temas abordados. As contribuições teóricas da obra se estendem aos professores dos anos iniciais. A obra foi selecionada no PNBE do Professor 2013 e distribuída às escolas públicas de todo país.
 
  • Sumário
    Apresentação
    O que é avaliar?
    Observação, reflexão e mediação
    Por que avaliação “mediadora”?

    Avaliar na Educação Infantil?
    Um olhar sensível e reflexivo sobre a criança
    Mamãe, eu não ganhei “toda” a maçã
    Acompanhando avanços e singularidades

    Acompanhando o desenvolvimento infantil
    Ações favorecedoras do desenvolvimento
    O que se vê e o que se deixa de ver nas crianças
    Avaliando o processo de construção do conhecimento

    Os elos da corrente: observação, diálogo, reflexão
    Observar para julgar ou para desafiar?
    O acompanhamento reflexivo

    Planejamento e avaliação
    O que as crianças “precisam” aprender
    e o que elas “querem” aprender
    Definindo-se objetivos

    Compondo o cenário educativo
    O que compõe o planejamento na Educação Infantil?
    Os projetos pedagógicos e a avaliação mediadora

    Qual o papel do professor ao avaliar?
    O olhar avaliativo é interpretativo
    Observa-se para compreender e orientar
    Nunca um dia é igual ao outro

    Pareceres descritivos ou relatórios de avaliação?
    Por que não pareceres descritivos”?
    Relatórios individuais: a história da criança
    A importância dos relatórios para o aprimoramento docente

    A elaboração de dossiês e relatórios de avaliação
    Sobre os dossiês
    O que se relata das crianças?
    Analisando relatórios

    Relatórios gerais da ação pedagógica

    Concluindo sem finalizar

    Referências e sugestões de leitura

     
  • Trecho
    Elaborando relatórios individuais de avaliação
     
    O registro da história da criança, no processo avaliativo, não pode significar apenas memória como função bancária, ou seja, há que se pensar no significado desse registro para além da coleta de dados ou informações a partir da observação de uma criança. Por outro lado, em avaliação, não há como nos basearmos apenas na memória, porque ela é muitas vezes falha. A memória pode ser precária, generalista. Ela não é rigorosa e nem sempre se aprofunda. Por que é importante registrar? Vygotsky valoriza a linguagem escrita, porque é mais reflexiva que a linguagem oral. Por meio da fala, organizamos o nosso pensamento. A escrita, representando a nossa fala, exige uma reorganização do pensamento, uma maior reflexão e conexão entre as ideias defendidas. Por meio da escrita, o educador pode distanciar-se de si mesmo e refletir sobre essas ideias “corporificadas”, analisando-as, interpretando-as, analisando os “quadros” ali esboçados, no sentido de encontrar outras respostas para situações vividas ou melhores caminhos a percorrer. Nesse sentido, os relatórios de avaliação representam a análise e a reconstituição da situação vivida pela criança na interação com outras crianças e com o professor. Eles representam, ao mesmo tempo, reflexo, reflexão e abertura a novos possíveis. Ao objetivar, por meio do relatório, o seu entendimento sobre o processo vivido pela criança, o educador se reconhece como partícipe desse processo, corresponsável pela história construída por ela. Elaborar o relatório de acompanhamento da criança equivale, assim, ao educador assumir conscientemente seu compromisso com ela, e abrir-se à colaboração da própria criança, dos pais e de outros educadores no processo avaliativo.
    Por outro lado, relatórios de avaliação podem configurar-se em elos significativos entre a percepção do professor e suas intenções pedagógicas, à medida que representam uma ruptura com o cotidiano mecânico e rotineiro, que impede a reflexão.

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