Educação Infantil

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As artes no universo infantil

Susana Rangel Vieira da Cunha (Org.)
ISBN: 978-85-7706-072-6
ed. 272 p.
Este livro se propõe a oferecer uma ampla abordagem sobre os processos expressivos das crianças em diferentes linguagens: artes plásticas, jogo, teatro, música e dança. Os textos foram todos produzidos para dialogar com os professores e outros profissionais que atuam nas escolas, alternando aportes teóricos com exemplos de desenhos, de falas e de produções infantis. Ao longo do livro, aparecem interessantes sugestões de atividades em todas as áreas de maneira a valorizar as crianças em suas manifestações, apontando aspectos importantes a levar em consideração no planejamento pedagógico, na seleção de materiais e na organização da sala de aula.
  • Sumário
    Apresentação
    Susana Rangel Vieira da Cunha


    A importância das artes na infância
    Susana Rangel Vieira da Cunha

    O ensino de arte na educação infantil
    Como o professor poderá criar situações
    que possibilitem o desenvolvimento da linguagem
    gráfico-plástica?
    Abordagens do ensino da arte na educação infantil
    Abordagem espontaneísta
    Abordagem pragmática
    O ambiente visual
    Das riscalhadas às figuras
    Objetos de diferentes formas e texturas
    Diferentes formatos de papel e outros suportes
    Muitas melecas e cores
    Exploração de materiais: rasgar, molhar, experimentar
    Rabiscos, diagramas e configurações
    Desenhando e narrando
    Incentivando outros olhares no período da representação
    Exploração de materiais e objetos
    Para levar em consideração: técnicas, planejamento, organização do ambiente

    Crianças pintando: experiência lúdica com as cores
    Sandra Regina Simonis Richter

    Cor como ação e paixão da luz
    A criança e a cor
    A criança e a linguagem pictórica
    A diversão de ver cores de transformando
    Ser um fazedor de cores
    Experiência lúdica com cores na Educação Infantil
    Escolha e organização dos materiais pictóricos

    Da brincadeira de faz de conta
    à representação teatral
    Vera Lúcia Bertoni dos Santos

    Vamos brincar?
    Brincadeiras e construção do conhecimento
    A imitação e suas fases
    De zero a um ano: imitação sem representação
    De um a três anos: os primórdios da representação
    A evolução do jogo
    Jogos de exercício
    Jogos simbólicos
    Jogos de regras
    Jogos em grupo: tipos, exemplos e funções
    Jogos de alvo
    Corridas
    Jogos de percepção e perseguição
    Jogos de esconder
    Jogos de percepção e adivinhação
    Jogos de comandos verbais
    Para estruturar a ação pedagógica
    Organização espacial e material
    As crianças vão ao teatro
    O teatrinho
    Para concluir

    A magia e o encantamento do teatro na infância
    Luiz Fernando de Souza

    Teatro, educação e vida
    O teatro aliado à dramatização dos contos de fada
    A expressão corporal da criança
    Corpo, expressão e dramatização
    Exercícios de expressão corporal, jogos dramáticos, narração de pequenas histórias e encenação
    Contos de fadas: a vida é um sonho
    "“Vamos dar de comer a João e Maria”"
    Crianças em cena
    Artes cênicas e os professores

    Música é cantar, dançar, brincar! E tocar também!
    Dulcimarta Lemos Lino

    O arroz bailarino
    Os primeiros sons
    A voz
    Cante com seus alunos!
    Um canto para a música
    Confecção de instrumentos musicais
    Dicas finais

    A dança com alma de criança!
    Lisete Arnizaut Machado de Vargas

    A dança e o corpo
    A dança e o movimento
    A dança, o ritmo e a música
    A dança e A técnica
    A dança, a expressão e a comunicação
    A dança e a criatividade
    A dança e as relações sociais
    A dança na Educação infantil
    Atividades de conhecimento do corpo
    Atividades de exploração do espaço
    Atividades de exploração de diferentes ritmos
    Criando coreografias passo a passo
    Concluindo
  • Trecho
    Apresentação
    Desenhar, brincar, imaginar, sonhar. Manchar, riscar, construir, encantar-se. Transformar um fragmento de vidro em uma joia rara, rabiscos em dragão alado, ruídos em melodias, tecidos em roupas de princesas. Modos singulares de ver, sentir, expressar-se e (re)inventar o mundo. A Arte! A arte faz de conta. Crianças e artistas fazem de conta que um rabisco, um objeto ou um fragmento são outras coisas. Tanto as crianças quanto aqueles adultos que persistem em modificar a ordem estabelecida do mundo compartilham um pensamento mágico. As crianças percebem o mundo e dão sentido a ele por meio de formas singulares. Utilizam seus sentidos de forma mais aguçada do que a maioria dos adultos que deixaram para trás essa capacidade humana de ver, imaginar e simbolizar. No entanto, por vários motivos, entre eles as concepções e ações educativas inadequadas em um determinado período da infância, a maioria das crianças, em torno dos cinco anos, abandona seus múltiplos processos de elaborar enunciados poéticos e deixa de lado os desenhos, a misturada de tintas, a musicalidade casual, os movimentos corporais, as descobertas por meio das brincadeiras e do faz de conta. O que fazer para que as crianças, ao crescerem, permaneçam expressando seus pontos de vista para além da linguagem verbal falada e escrita e de forma ainda mais expressiva? Este livro, direcionado a professores de Educação Infantil, traz uma ampla e completa reflexão sobre os processos expressivos das crianças em diferentes linguagens : artes visuais, jogo simbólico, teatro, música e dança e apresenta sugestões de práticas pedagógicas aos professores adequadas a diferentes contextos educativos. Para tanto, esse renomado e experiente grupo de professores/artistas/pesquisadores em arte e sobre o ensino da arte, apresenta neste livro as potencialidades de as crianças constituírem seus próprios modos de expressar o mundo, de imaginar e ressignificar o que lhes está sendo oferecido pelas produções culturais endereçadas a elas. A partir de uma vasta experiência educativa com crianças de todas as idades e com a formação de professores na universidade, a intenção de todos é a de enunciar concepções acerca de teorias e práticas do ensino da arte na contemporaneidade. O relato das experiências dos autores, acompanhado de reflexões e exemplos do cotidiano da Educação Infantil, é um convite aos professores e adultos que lidam com as crianças nas escolas para repensarem suas próprias concepções e práticas pedagógicas cotidianas a partir das temáticas abordadas ao longo do livro. Da mesma forma que os theoros, da Grécia antiga, observavam e relatavam para suas comunidades o que viam em diferentes lugares para que os moradores comparassem seus relatos com suas próprias experiências e assim ampliassem seus conhecimentos, os autores trazem aqui suas reflexões baseadas em observações, acontecimentos e pesquisas realizadas ao longo de vários anos. É importante dizer que o livro "As artes no universo infantil" é de caráter pedagógico, mas não pretende ser uma "receita mágica" de como planejar e desenvolver situações de aprendizagem envolvendo as artes no espaço escolar ou fora dele. Para além disso, os autores se propõem a analisar as demandas expressivas das crianças e, com isso, indicar possibilidades de trabalho pedagógico, mas confiando na criatividade de cada leitor para ir além do que aqui está relatado. Saliento, ainda, que, no Brasil, bem como em grandes centros internacionais de educação, são poucas as obras que enfocam as linguagens expressivas das artes ou os processos de criação na primeira infância tanto no que diz respeito aos modos como as crianças elaboram seus modos de expressão quanto no que se refere a práticas em sala de aula. Além da relevância dessa temática e da escassez de publicações nessa área, saliento a forma interativa com que os autores constituíram seus capítulos, que fará com que leitores e leitoras sintam-se dialogando com eles por meio de seus textos. No capítulo de abertura, a partir de uma longa experiência como professora, pesquisadora e artista, procuro desenvolver uma ampla reflexão sobre a necessidade de as crianças pequenas desenvolverem as linguagens gráfico-plásticas, como o desenho, a pintura, o tridimensional. Mostro como as crianças vão constituindo as linguagens expressivas e aponto possibilidades do trabalho pedagógico conforme as demandas infantis. Minhas reflexões partem de situações concretas vivenciadas em uma oficina de arte para crianças e na Supervisão de Estágio do Curso de Pedagogia. Dialogando com o capítulo 1, Sandra Regina Simonis Richter, professora e pesquisadora, aborda, no capítulo 2, a especificidade da pintura e da exploração da cor pelas crianças. A autora defende que a ação de pintar é extremamente importante como estratégia de organização e constituição de um pensamento simbólico. Saliento que são quase inexistentes, no Brasil e no exterior, estudos sobre como as crianças elaboram a linguagem pictórica. Desse modo, sua contribuição teórico-prática é de grande relevância no cenário da Educação Infantil. Nos capítulos 3 e 4, a temática desenvolvida por Vera Lúcia Bertoni dos Santos, artista, pesquisadora e professora de teatro, e por Luiz Fernando de Souza, também pesquisador e professor de teatro em instituição infantil, é sobre a expressão dramática infantil e a pedagogia do teatro. Tendo por embasamento as teorias de Piaget e Bakhtin, respectivamente, os autores explicitam os diferentes períodos que as crianças vivenciam: do sensório-motor à representação. Ambos enfatizam a importância do brincar, do faz de conta e dos jogos na infância e apresentam propostas pedagógicas que contribuem para o redimensionamento da atividade lúdica na Educação Infantil. O capítulo 5 é dedicado à música. A musicista e professora, Dulcimarta Lemos Lino, parte do pressuposto de que a música é um objeto de conhecimento palpável que deve ser descoberto pelas crianças a partir de seu fazer musical. Nessa perspectiva, a autora apresenta várias situações pedagógicas nas quais enfatiza o ambiente de descobertas infantis em relação aos sons, à voz, aos objetos sonoros, dentre outras descobertas. São sugeridas muitas atividades inusitadas, como "o caminho sonoro do bolo de chocolate", melodias e CDs. Há também ideias sobre a confecção de instrumentos musicais pelas próprias crianças. No último capítulo, a bailarina, professora e pesquisadora, Lisete Arnizaut Machado de Vargas, apresenta concepções teóricas e práticas sobre a dança. Salienta-se mais uma vez a escassez de publicações que se referem à dança em Educação Infantil, embora seja uma manifestação artística que faz parte do dia a dia de todas as crianças na escola e fora dela. A autora ressalta a importância de uma proposta intencional de dança com os bebês e as crianças no sentido de os professores desenvolverem, ludicamente, a expressão corporal, o ritmo, o espaço e a música na Educação Infantil. As abordagens desses autores sobre os modos de as crianças se expressarem nas diferentes linguagens favorecerá um entendimento mais amplo sobre a importância do ensino da arte nessa etapa de suas vidas e irá contribuir para tornar mais colorido e prazeroso o dia a dia da Educação Infantil, uma vez que a mescla de fundamentação teórica e de propostas metodológicas, que se fundem dinamicamente, ao longo do livro, irá "nutrir" o professor de ricas e diversas sugestões para sua ação educativa, impulsionando-o a outras buscas sobre os processos de criação das crianças e de si próprio e em outras áreas de conhecimento. Relembrando o que escreveu o pintor gaúcho Iberê Camargo: No meu andarilhar de pintor, fixo a imagem que se me apresenta no agora e retorno às coisas que adormeceram na memória, que devem estar escondidas no pátio da infância. Gostaria de ser criança outra vez para resgatá-las com as mãos. Talvez tenha sido o que fiz, pintando-as. Tal como o pintor, os autores enfatizam, ao longo deste livro, a necessidade vital de as crianças terem espaços de criação e experiências múltiplas com as diferentes linguagens expressivas no pátio da infância, para que, pelo menos nesse período da vida, possam ter o prazer de viver e de expressar modos singulares de ser e de estar no mundo. Assim, considera-se fundamental a leitura desta obra e espera-se que ela seja um convite aos professores ao desenvolvimento de propostas pedagógicas sensíveis, lúdicas, prazerosas e coerentes ao universo infantil.

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