Alfabetização e Letramento

Alfabetização/Letramento
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A criança de 6 anos

no ensino fundamental

Andrea Rapoport et al.
ISBN: 978-85-7706-040-5
ed. 112 p.
Os autores ressaltam a importância de se reorganizar o ensino fundamental de nove anos, garantindo às crianças de seis anos tempos e espaços lúdicos adequados a essa faixa etária. Dentro dessa concepção, apresentam teorias e práticas educativas em alfabetização e em várias áreas do conhecimento, ressaltando a importância das brincadeiras, do afeto e da criação de um ambiente rico de exploração nessa etapa de escolarização. 

 
 

 
  • Sumário
    Apresentação
    Maria Carmem Silveira Barbosa

    A criança de 6 anos e o primeiro
    ano do ensino fundamental

    Andrea Rapoport
    Andrea Gabriela Ferrari
    João Alberto da Silva

    Adaptação ao primeiro ano do ensino fundamental
    Andrea Rapoport

    Desenvolvimento e aprendizagem infantil:
    implicações no contexto do primeiro ano
    a partir da perspectiva vygotskiana

    Dirléia Fanfa Sarmento
    Andrea Rapoport

    Planejamento do ensino e alfabetização
    Claudia Alves
    Suzana Moreira Pacheco

    Assessoria pedagógica na alfabetização:
    (re)significando práticas, construindo caminhos

    Marta Nörnberg
    Patrícia Moura Pinho

    Interações matemáticas na
    aprendizagem da leitura e da escrita

    Lenir dos Santos Moraes

    Organização do trabalho pedagógico
    em turma de primeiro ano

    Marta Nörnberg
    Bárbara Elisabete de Césaro Lawall
    Eliana Urmersbach
    Ligia Rosane Reimann Gedrat

    Considerações finais
    Andrea Rapoport
    Dirléia Fanfa Sarmento
    Marta Nörnberg
    Suzana Moreira Pacheco
  • Trecho
    Organização do trabalho pedagógico em turma de primeiro ano
    Trecho retirado do Cap. 7, págs. 91-92
     
    A ampliação de mais um ano na estrutura do ensino fundamental, no Brasil, pode ser considerada como um grande avanço para a educação das crianças. Crianças que não tinham oportunidade de frequentar a educação infantil têm, agora, a garantia de estar na escola com seis anos. A ampliação do ensino fundamental permite que haja mais tempo para o aprendizado, considerando as diferenças culturais, sociais e psicológicas das crianças. A nova lei não pode ser encarada apenas como uma modificação de nomenclatura, ou seja, como antecipação das atividades escolares típicas destinadas às crianças de sete para as de seis anos. Nossa prática tem mostrado que é preciso construir uma proposta de ensino própria para as crianças de seis anos, garantindo espaço para o lúdico, respeito aos diferentes ritmos, valorização das experiências. Sobretudo, é necessário levar em conta, de forma equilibrada e constante, o crescimento intelectual e socioafetivo.
    A construção da proposta de trabalho pedagógico do primeiro ano tem sido estruturada desde aqueles aspectos que constituem a pedagogia da participação. Seguimos a compreensão de que são as crenças, os valores, as práticas, as teorias dos sujeitos, professores e crianças, que constroem e constituem o cotidiano educativo. Desse modo, almeja-se reconstruir uma pedagogia da infância baseada na participação. Oliveira-Formosinho (2007, p.18) explica que a pedagogia da participação “"centra-se nos atores que constroem o conhecimento para que participem progressivamente, através do processo educativo, da(s) cultura(s) que os constituem como seres sócio-histórico-culturais"”.
    A autora ainda afirma que a pedagogia da participação se articula e se constitui na dialogia própria e constante entre a intencionalidade do ato educativo e seu prosseguimento no contexto, com seus atores, uma vez que estes são vistos como ativos, competentes e com direito de codefinir o itinerário de apropriação da cultura mediante a educação.

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